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Cicatrizes do facelift: onde ficam e como evoluem.

A cicatriz do facelift segue o contorno natural da orelha e se esconde dentro do couro cabeludo. Entender o trajeto, o tempo de maturação e os cuidados reduz a ansiedade do pós-operatório.

Publicado em 2 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella7 min de leitura

As cicatrizes do facelift acompanham o relevo natural da orelha. O trajeto começa na têmpora ou no couro cabeludo, desce pela frente da orelha ou dentro da dobra do trago, contorna o lóbulo, sobe atrás da orelha no sulco retroauricular e termina na linha do cabelo da nuca. São linhas finas, posicionadas em dobras e regiões cobertas por cabelo. Nos primeiros meses ficam rosadas e endurecidas, clareando de forma progressiva até 12 a 18 meses. O Dr. Guilherme Sella planeja o desenho em consulta, considerando pele, cabelo e cirurgias prévias.

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Dr. Guilherme Sella, cirurgião facial · Cicatrizes do facelift: onde ficam e como evoluem
Dr. Guilherme Sella, cirurgião facial

Onde ficam as cicatrizes do facelift

A pergunta mais comum antes de um facelift não é sobre dor. É sobre a marca que fica. A resposta honesta é que o facelift deixa cicatrizes permanentes. O que muda é onde elas ficam e como elas se comportam ao longo do tempo.

O desenho clássico acompanha o contorno da orelha. Ele é planejado para que a linha caia sobre transições naturais da pele, onde já existe uma dobra, uma mudança de textura ou a borda do couro cabeludo. Em repouso, a maior parte do trajeto fica escondida.

O trajeto tem quatro trechos:

  • Temporal: começa na têmpora, dentro do couro cabeludo ou na borda da costeleta, dependendo do padrão de cabelo de cada pessoa.
  • Pré-auricular: desce na frente da orelha. Em muitos casos a linha é colocada dentro da dobra do trago, a pequena cartilagem que fica na entrada do conduto auditivo, o que ajuda a camuflar a cicatriz.
  • Lobular: contorna a base do lóbulo da orelha, respeitando o encaixe natural dele na bochecha.
  • Retroauricular e occipital: sobe atrás da orelha, dentro do sulco que separa a orelha da cabeça, e entra na linha do cabelo da nuca.

Quando o pescoço também é tratado, pode existir uma incisão adicional pequena embaixo do queixo, com cerca de dois a três centímetros, usada para acessar as bandas do músculo platisma e a gordura profunda. Esse acesso é parte da cervicoplastia deep neck e costuma ficar escondido na sombra do mento.

Mapa das incisões

RegiãoOnde a linha passaVisibilidade esperada
TêmporaDentro do cabelo ou na borda da costeletaCoberta pelo cabelo
Frente da orelhaDobra do trago ou borda anteriorBaixa, acompanha um sulco natural
LóbuloBase do lóbuloBaixa, em transição anatômica
Atrás da orelhaSulco retroauricularOculta com a orelha em posição
NucaLinha do cabelo occipitalCoberta pelo cabelo
SubmentoDobra abaixo do queixoPequena, em área de sombra

Por que a técnica muda a qualidade da cicatriz

Uma cicatriz alargada quase sempre tem a mesma causa: tensão. Quando a pele é puxada para sustentar o resultado, ela traciona a borda da ferida por semanas e a linha abre.

No facelift deep plane, o reposicionamento acontece em um plano profundo, abaixo do SMAS, que é a camada muscular e fibrosa da face. A sustentação fica nessa camada. A pele é apenas acomodada por cima, com pouca tração. Esse detalhe técnico tem efeito direto sobre a cicatriz, sobre a posição do lóbulo e sobre a naturalidade do contorno.

Outros pontos que o cirurgião leva em conta no planejamento:

  1. Posição da linha do cabelo, para evitar deslocamento da costeleta.
  2. Densidade capilar na têmpora e na nuca.
  3. Espessura e oleosidade da pele.
  4. Cirurgias faciais anteriores e cicatrizes já existentes.
  5. Hábito de usar o cabelo preso ou solto.
  6. Fototipo e histórico pessoal de cicatriz hipertrófica ou queloide.
Cicatriz boa começa no planejamento e termina no cuidado dos primeiros meses. Tensão, sol e tabagismo são os três fatores que mais atrapalham.

Como a cicatriz evolui no tempo

A maturação de qualquer cicatriz segue um roteiro biológico. Ela piora de aparência antes de melhorar, e isso assusta quem não foi avisado.

PeríodoO que esperar
1 a 2 semanasPontos, crostas finas, edema e equimoses ao redor da orelha
3 a 6 semanasLinha rosada, discretamente elevada e endurecida ao toque
2 a 4 mesesPico de vermelhidão e de endurecimento, fase de remodelação
6 mesesClareamento evidente, textura mais plana
12 a 18 mesesAspecto final, linha clara e fina na maioria dos casos

Dormência ao redor da orelha e na frente do pavilhão é comum nas primeiras semanas e regride de forma gradual. Coceira na fase de remodelação também é esperada e costuma indicar atividade de colágeno.

Cuidados que ajudam a cicatriz

O que você faz nos primeiros três a seis meses tem peso real no aspecto final.

  • Proteção solar rigorosa: filtro com FPS 30 ou mais na região, reaplicado ao longo do dia, por pelo menos três meses. Sol em cicatriz jovem causa escurecimento difícil de reverter.
  • Nada de tração: evite puxar o cabelo com força, prender rabo de cavalo apertado ou dormir sobre a orelha nas primeiras semanas.
  • Higiene simples: lavagem suave conforme orientação da equipe, sem esfregar e sem remover crostas.
  • Silicone: gel ou fita de silicone costumam ser iniciados após a cicatrização completa da pele, conforme avaliação.
  • Massagem: indicada em um momento específico do pós, sempre com orientação.
  • Sem cigarro: o tabagismo compromete a vascularização da pele descolada e aumenta risco de sofrimento de borda e cicatriz ruim.
  • Química capilar: tintura e alisamento ficam suspensos até a liberação, já que parte da linha fica dentro do couro cabeludo.

A retirada de pontos é escalonada, em geral entre o sétimo e o décimo quarto dia, de acordo com a região. Óculos e acessórios que apoiem na orelha podem precisar de adaptação temporária.

Cabelo, barba e detalhes que importam

Em quem tem barba, a linha da frente da orelha exige atenção extra para que a pele com pelo não seja reposicionada sobre a cartilagem do trago. Em quem tem cabelo fino na têmpora, o desenho pode ser deslocado para a borda da costeleta, evitando perda de densidade naquela região.

Uma queda temporária de cabelo próxima à incisão pode acontecer e costuma recuperar em alguns meses. Esse é um ponto que merece conversa franca antes da cirurgia, em especial para quem usa o cabelo bem curto.

Quando o facelift é combinado com blefaroplastia ou com tratamento de pele, o planejamento das cicatrizes é feito em conjunto. O laser de CO2 fracionado tem indicações específicas para textura e pode entrar em uma segunda etapa, nunca sobre cicatriz recente sem avaliação.

Quando a cicatriz não evolui bem

Algumas situações pedem retorno antes da data marcada:

  • Vermelhidão que aumenta depois da terceira semana, com calor e dor.
  • Secreção ou abertura de ponto.
  • Elevação progressiva e espessamento além da borda original, sugerindo cicatriz hipertrófica ou queloide.
  • Endurecimento localizado que não cede.

Quase tudo isso tem manejo conservador quando identificado cedo. Corticoide intralesional, silicone, laser e, em poucos casos, revisão cirúrgica após a maturação são recursos disponíveis. Revisões de cicatriz, quando indicadas, são avaliadas depois de doze meses, com a linha já estabilizada.

Quem acompanha e como

Os retornos do facelift são frequentes no primeiro mês e depois se espaçam. Pacientes que vêm de outras cidades para operar em Maringá fazem os primeiros retornos presenciais e seguem o acompanhamento por teleconsulta, com fotos padronizadas enviadas pela equipe. A logística está detalhada na página para pacientes de outras cidades.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você considera um facelift e a cicatriz é a sua principal dúvida, a avaliação presencial responde melhor do que qualquer texto. Na consulta o cirurgião examina a pele, a linha do cabelo, a posição da orelha e eventuais cicatrizes prévias, explica o desenho previsto para o seu caso e mostra o cronograma de cuidados. Indicação, riscos e técnica são sempre individuais e definidos nessa conversa. Conheça também as demais opções de cirurgia facial.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

A cicatriz do facelift fica visível?

Na maior parte do trajeto ela fica escondida no couro cabeludo e em dobras naturais da orelha. Depois da maturação, que leva de doze a dezoito meses, a linha costuma ficar fina e clara, perceptível apenas em observação próxima.

Quanto tempo demora para a cicatriz clarear?

A vermelhidão atinge o pico entre dois e quatro meses e clareia de forma progressiva a partir daí. O aspecto final é avaliado entre doze e dezoito meses após a cirurgia.

Posso prender o cabelo ou pintar depois do facelift?

Prender o cabelo com tração forte deve ser evitado nas primeiras semanas. Tintura e alisamento ficam suspensos até a liberação da equipe, já que parte da incisão fica dentro do couro cabeludo.

Quem tem tendência a queloide pode fazer facelift?

O histórico pessoal de queloide ou cicatriz hipertrófica precisa ser informado na consulta, porque muda o planejamento e o protocolo de cuidados. A decisão é individual e depende da avaliação clínica.

O facelift deep plane deixa cicatriz menor?

O comprimento da incisão é semelhante. A diferença está na tensão, já que a sustentação é feita no plano profundo e a pele é apenas acomodada, o que favorece uma linha mais fina.

É possível corrigir uma cicatriz de facelift alargada?

Sim, existem recursos como silicone, corticoide intralesional, laser e revisão cirúrgica. A avaliação para revisão costuma ser feita apenas após doze meses, com a cicatriz já madura.

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