Facelift deep plane ou tradicional?
O termo "deep plane" virou sinônimo de lifting moderno. Vale entender o que ele muda de verdade em relação às técnicas anteriores.
No facelift deep plane, o cirurgião descola abaixo do SMAS (a camada muscular da face), libera os ligamentos de retenção e reposiciona em bloco músculo, gordura e pele para cima, sem tensão na pele. No facelift tradicional (SMAS plicatura ou SMASectomia), a pele é descolada separadamente e o SMAS é suturado ou parcialmente retirado. O deep plane tende a dar resultados mais naturais e duradouros, com melhor tratamento do terço médio e do pescoço, ao custo de uma cirurgia mais técnica. O Dr. Guilherme Sella realiza o facelift deep plane em ambiente hospitalar, em Maringá.

As camadas da face
De fora para dentro: pele, gordura subcutânea, SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial, que inclui o platisma no pescoço), ligamentos de retenção que prendem o SMAS ao osso, e as estruturas profundas (nervo facial, glândula parótida). O envelhecimento faz a gordura e o SMAS descerem e os ligamentos afrouxarem.
Facelift tradicional (SMAS plicatura / SMASectomia)
A pele é descolada amplamente, e o SMAS é pregueado com suturas ou tem uma faixa removida. Funciona, mas:
- A pele fica responsável por parte da sustentação, com tensão nas cicatrizes
- Os ligamentos não são liberados; o terço médio (bochechas) melhora pouco
- O resultado pode ter aspecto "esticado" e durar menos
Facelift deep plane
O cirurgião entra abaixo do SMAS, libera os ligamentos zigomáticos e mandibulares e move o conjunto músculo-gordura-pele como uma unidade. Resultados:
- Sem tensão na pele: cicatrizes finas e sem "vento no rosto"
- Terço médio tratado: as bochechas sobem de verdade
- Mandíbula e pescoço definidos, principalmente quando combinado com a cervicoplastia deep neck
- Naturalidade e durabilidade: em geral 10 anos ou mais
Comparação
| Tradicional | Deep plane | |
|---|---|---|
| Plano de descolamento | Acima do SMAS (pele) | Abaixo do SMAS |
| Ligamentos | Não liberados | Liberados |
| Tensão na pele | Presente | Mínima |
| Terço médio | Pouco tratado | Bem tratado |
| Aspecto | Risco de "esticado" | Natural |
| Duração | Menor | Maior |
| Complexidade | Menor | Maior (proximidade do nervo facial) |
| Recuperação | Semelhante | Semelhante; edema um pouco maior nas primeiras semanas |
Quem é candidato
Flacidez da face e do pescoço, queda das bochechas, perda da linha da mandíbula, papada. A maioria dos pacientes tem entre 45 e 70 anos, mas a indicação é anatômica. Fumantes precisam parar; problemas de saúde são avaliados com o anestesista.
Riscos
Os mesmos de qualquer facelift (hematoma, infecção, cicatriz, alteração de sensibilidade) mais o cuidado com o nervo facial, que no deep plane exige conhecimento anatômico preciso. Em mãos treinadas, o risco de lesão permanente é muito baixo.
Combinações
Deep plane é frequentemente combinado com cervicoplastia, blefaroplastia, lipoenxertia e laser CO2 para tratar contorno, volume e pele no mesmo ato.
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Perguntas frequentes
O deep plane deixa cara de operado?
É justamente o contrário: por não tensionar a pele, é a técnica que mais preserva a naturalidade.
Posso fazer facelift aos 40?
Se houver flacidez e queda dos tecidos, sim. Em pacientes mais jovens, procedimentos menores podem ser suficientes.
Quanto tempo de recuperação?
Retorno social em 2 a 3 semanas; resultado consolidado em 3 a 6 meses.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

