Dr. Sella — Rinoplastia e Cirurgia Facial
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Como o Dr. Sella opera: preservação, ultrassom e planejamento.

Não existe uma técnica única que sirva para todos os narizes. O que existe é um raciocínio: preservar o que funciona, remodelar o que precisa e reconstruir só o que foi perdido.

Publicado em 13 de agosto de 2026Atualizado em 10 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella7 min de leitura

O método do Dr. Guilherme Sella na rinoplastia combina quatro pilares: rinoplastia de preservação de dorso (push down e let down) para manter a linha natural do nariz em vez de removê-la e reconstruí-la; instrumento ultrassônico piezoelétrico (Piezo), que trabalha o osso sem triturar partes moles; preservação dos ligamentos da ponta nasal, com estruturação por enxertos apenas quando há perda de sustentação; e ultrassom dermatológico no pré-operatório para medir pele, identificar preenchedores e planejar enxertos. A escolha final é individual e definida na consulta, sempre com atenção à respiração.

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Dr. Guilherme Sella · Como o Dr. Guilherme Sella opera a rinoplastia
Dr. Guilherme Sella

Existe um "método Dr. Sella"?

Não existe uma técnica patenteada com nome próprio. O que existe é uma forma consistente de raciocinar diante de cada nariz, construída ao longo de mais de 1.500 rinoplastias, de um doutorado em Morfofisiologia de Estruturas Faciais no HCFMRP-USP e de um fellowship em rinoplastia estruturada na Austrália.

Quando pacientes pesquisam "método Dr. Guilherme Sella rinoplastia", costumam estar procurando uma resposta simples: como ele opera? A resposta honesta é que ele opera de acordo com o que cada nariz precisa, dentro de uma filosofia clara. Essa filosofia tem quatro pilares, descritos abaixo.

O objetivo não é aplicar sempre a mesma técnica. É escolher a técnica que preserva o máximo de estrutura natural e ainda assim entrega a mudança que o paciente deseja.

Pilar 1: preservação de dorso

Na rinoplastia tradicional, o dorso nasal com giba é cortado. Isso abre o chamado teto aberto, que precisa ser fechado com fraturas e suturas. O resultado pode ser bom, mas a linha original do dorso foi removida e reconstruída.

Na rinoplastia de preservação, o dorso é mantido inteiro e rebaixado em bloco, retirando-se cartilagem e osso da base. As duas manobras mais usadas são:

  • Push down: o dorso desce dentro da abertura piriforme após a retirada de uma faixa de cartilagem do septo.
  • Let down: além da faixa septal, retira-se uma cunha óssea lateral, permitindo que o dorso desça apoiado.

Vantagens observadas na prática e na literatura: linhas dorsais estéticas que nunca foram rompidas, menor chance de irregularidades palpáveis no dorso ao longo dos anos e preservação da válvula nasal interna, o que importa muito para a respiração.

O Dr. Sella publicou sobre o tema em revistas indexadas no PubMed, incluindo "Expanding Indications to Dorsal Preservation Rhinoplasty" (Facial Plastic Surgery Clinics of North America, 2025) e "Indications for Preservation Rhinoplasty: Avoiding Complications" (Facial Plastic Surgery, 2021). A lista completa está em publicações.

Preservação não serve para todo mundo. Dorsos muito largos, desvios ósseos acentuados e alguns casos secundários pedem outra estratégia. A indicação é definida na consulta.

Pilar 2: instrumento ultrassônico (Piezo)

O osso nasal precisa ser trabalhado em quase toda rinoplastia. A forma clássica usa formões e martelo, com fraturas que dependem em parte do acaso.

O instrumento piezoelétrico corta e lixa osso com vibração ultrassônica e não corta mucosa, vaso ou cartilagem. Na prática isso permite:

  • Desenhar a osteotomia no ponto exato, sob visão direta.
  • Alisar pequenas irregularidades ósseas com precisão milimétrica.
  • Reduzir o traumatismo em partes moles, o que tende a diminuir hematoma e edema.

O Piezo é uma ferramenta, não um método em si. Ele combina bem com a preservação de dorso, porque nessas técnicas a qualidade do corte ósseo define o resultado final.

Pilar 3: preservação dos ligamentos e da ponta

A ponta nasal é sustentada por cartilagens e por ligamentos que as mantêm no lugar. Descolar tudo e depois reconstruir com enxertos é uma opção válida em muitos casos. Preservar esses ligamentos quando eles ainda são competentes é outra.

A abordagem do cirurgião prioriza:

  1. Avaliar a sustentação real da ponta no exame físico, não apenas na foto.
  2. Manter os ligamentos de suspensão sempre que possível.
  3. Usar suturas para redefinir forma antes de recorrer a enxertos.
  4. Aplicar estruturação com enxertos quando há ponta caída, pele espessa, septo fraco ou cirurgia prévia.

Enxertos de septo, de cartilagem de orelha e, em situações de falta de material, de costela entram no plano quando são necessários para sustentar. Nunca como padrão automático.

Pilar 4: ultrassom dermatológico antes da cirurgia

Este é um diferencial técnico pouco comum. Antes de operar, muitos pacientes passam por ultrassom dermatológico de alta frequência, realizado na própria clínica pela Dra. Núbia Goedert Soares Sella, radiologista.

O que o exame mostra:

InformaçãoPor que muda a cirurgia
Espessura da pele por regiãoDefine quanto definir a ponta e o quanto o edema vai demorar
Preenchedores antigosLocaliza ácido hialurônico ou material permanente ainda presente
Enxertos de cirurgias anterioresMostra onde há cartilagem e onde falta
Traços de fraturaAjuda no planejamento das osteotomias
Vascularização da columelaReduz risco em casos secundários e em pele comprometida
Costela e suas calcificaçõesAjuda a escolher qual costela usar quando indicada

Esse mapa é especialmente útil na rinoplastia secundária, onde a anatomia interna não é previsível.

Pilar 5: o nariz também precisa respirar

O Dr. Sella é otorrinolaringologista com RQE em Otorrinolaringologia e residência no HCFMRP-USP. Isso muda a lógica da cirurgia. Septo desviado, cornetos hipertrofiados e colapso de válvula nasal são avaliados em todo paciente, inclusive com exame interno do nariz na consulta.

Quando existe obstrução, o tempo funcional é feito no mesmo ato cirúrgico. É a chamada rinoplastia funcional. A clínica fornece documentação para pedido de reembolso ao plano, inclusive da parte funcional.

Como esses pilares se combinam na prática

SituaçãoAbordagem típica
Giba moderada, dorso regular, boa pelePreservação de dorso com Piezo, suturas de ponta
Giba grande com dorso muito largoDorso estruturado com Piezo e reconstrução das linhas
Ponta caída e septo fracoEnxerto de sustentação associado ao manejo do dorso
Cirurgia prévia com falta de cartilagemAvaliação por ultrassom, possível enxerto de costela
Obstrução nasal com queixa estéticaTempo funcional somado à rinoplastia

A tabela é didática. A decisão real depende de exame físico, fotografias padronizadas, simulação digital e conversa sobre o que você quer mudar.

A consulta como parte do método

A consulta dura cerca de uma hora e inclui anamnese, exame externo e interno do nariz, fotografias padronizadas, simulação digital, explicação da técnica proposta e cronograma do pós-operatório. O ultrassom nasal é feito quando indicado.

A simulação serve como linguagem comum entre paciente e cirurgião. Ela tem cerca de 60% a 70% de semelhança com o resultado final e não é um contrato. Durante a cirurgia, o cirurgião usa projetômetro para conferir medidas de projeção.

O atendimento é exclusivamente particular. O orçamento só é entregue após a consulta, porque depende da técnica, do tempo cirúrgico e da necessidade de enxertos.

O que acontece depois

A cirurgia é feita sob anestesia geral na maioria dos casos, dura de 3 a 5 horas e tem internação de 12 a 24 horas no Saine Health Complex, em Maringá. A placa externa fica cerca de 7 dias, seguida de uma semana de esparadrapagem. Tampão nasal não é usado na maioria dos casos.

O resultado definitivo aparece entre 6 e 12 meses, podendo chegar a 18 meses em pele espessa e em revisões. Os detalhes estão em pós-operatório.

Pacientes de outras cidades fazem teleconsulta inicial, chegam 1 a 2 dias antes e permanecem cerca de 7 dias até a retirada do curativo. Mais informações em pacientes de outras cidades.

Por que essa abordagem é ensinada

O Dr. Sella coordena o Sella Learning Center, com fellowship anual, mentoria semanal e cursos práticos de preservação com cirurgias ao vivo. Já recebeu mais de 50 médicos em mentoria e foi professor convidado em mais de dez países, incluindo Turquia, Estados Unidos, Espanha, México e Peru.

Ensinar obriga a padronizar o raciocínio e a justificar cada passo. Isso é parte do que descrevemos aqui como método. Veja ensino e palestras e congressos.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você considera uma rinoplastia, tem dúvida entre preservação e técnicas estruturadas, já operou o nariz antes ou associa queixa estética a dificuldade para respirar, uma avaliação presencial em Maringá ou por teleconsulta permite definir o que se aplica ao seu caso. Indicação, riscos, limites e plano cirúrgico são sempre individuais e discutidos na consulta.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-10.

Perguntas frequentes

O método do Dr. Sella é uma técnica exclusiva?

Não. Trata-se de uma combinação de técnicas reconhecidas na literatura, como preservação de dorso, uso de instrumento ultrassônico e estruturação da ponta quando necessário. A escolha é individual para cada nariz.

Toda rinoplastia dele é de preservação?

Não. A preservação de dorso tem indicações específicas e nem todo nariz se beneficia dela. Em dorsos muito largos, desvios acentuados e alguns casos secundários, outras estratégias podem ser mais adequadas.

O ultrassom antes da cirurgia é obrigatório?

Não é obrigatório em todos os casos. Ele é indicado principalmente em revisões, em pacientes com preenchedores prévios, pele muito fina ou espessa e quando há dúvida sobre enxertos anteriores.

O Piezo torna a recuperação mais rápida?

O instrumento ultrassônico não corta partes moles, o que tende a reduzir traumatismo, hematoma e edema. A recuperação, porém, depende também da pele, do tipo de nariz e da extensão da cirurgia.

Posso fazer a parte estética e a funcional na mesma cirurgia?

Sim, na maioria dos casos septoplastia, turbinoplastia e correção de válvula nasal são realizadas no mesmo ato cirúrgico. Isso é avaliado no exame interno do nariz durante a consulta.

Quem mora longe consegue ser operado em Maringá?

Sim. O caminho habitual é teleconsulta inicial, exames na cidade de origem, chegada 1 a 2 dias antes e permanência de cerca de 7 dias até a retirada do curativo, com retornos presenciais ou online.

Qual a diferença entre push down e let down na preservação de dorso?

Nas duas manobras o dorso é mantido inteiro e rebaixado em bloco, depois da retirada de uma faixa de cartilagem do septo. No push down, o dorso desce para dentro da abertura piriforme. No let down, retira-se também uma cunha de osso lateral, e o dorso desce apoiado nessa nova base. A escolha depende da espessura do osso, do tamanho da giba e do desvio, e é definida no planejamento com o Dr. Sella.

A giba pode voltar depois de uma rinoplastia de preservação?

O retorno parcial da convexidade do dorso é uma das intercorrências descritas na literatura da técnica e costuma estar ligado a fixação insuficiente ou à retirada incompleta da faixa septal. Por isso o planejamento pré-operatório e a escolha entre push down e let down fazem diferença. Nenhuma técnica elimina a possibilidade de retoque, e a taxa de revisão descrita em rinoplastia em geral fica entre 5% e 15%. Essa avaliação é individual e discutida na consulta.

O Dr. Sella opera por via aberta ou fechada?

As duas vias fazem parte da rotina dele, e a decisão vem da necessidade de cada nariz. Casos com ponta muito assimétrica, desvios complexos ou cirurgias secundárias costumam pedir via aberta, que dá visão direta das estruturas. Narizes com alterações mais previsíveis podem ser resolvidos por via fechada. A via planejada é explicada para você antes da cirurgia, junto com a simulação digital.

Rinoplastia de preservação dispensa enxertos?

Não necessariamente. A preservação se aplica principalmente ao dorso e aos ligamentos da ponta, mas a ponta ainda pode precisar de sustentação com enxertos de septo, orelha ou costela quando há perda de apoio ou pele espessa. O princípio é usar enxerto onde ele é realmente necessário, em vez de desmontar e reconstruir todo o nariz. O ultrassom dermatológico pré-operatório ajuda a prever essa necessidade.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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