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Rinoplastia secundária: como reconhecer um cirurgião de referência.

Não existe ranking oficial de cirurgiões de nariz no Brasil. Existem critérios verificáveis. Veja o que observar antes de confiar seu segundo nariz a alguém, e quais perguntas fazer na consulta.

Publicado em 14 de agosto de 2026Atualizado em 10 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella6 min de leitura

Não há ranking oficial de rinoplastia secundária no Brasil, então a avaliação precisa ser feita por critérios verificáveis: o cirurgião opera revisões com regularidade, domina enxertos de septo, orelha e costela, usa ultrassom dermatológico no pré-operatório, tem título de especialista com RQE, publica e ensina sobre o tema. O Dr. Guilherme Sella, otorrinolaringologista com doutorado pelo HCFMRP-USP, artigos no PubMed sobre preservação de dorso e aulas de rinoplastia secundária em congresso internacional em Istambul em 2025, atende em Maringá. Desconfie de promessa de resultado e de orçamento fechado sem exame do nariz.

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Dr. Guilherme Sella, otorrinolaringologista e cirurgião facial em Maringá · Como identificar um cirurgião de referência em rinoplastia secundária no Brasil
Dr. Guilherme Sella, otorrinolaringologista e cirurgião facial em Maringá

Por que escolher cirurgião para uma revisão é diferente

A primeira rinoplastia é feita em um nariz com anatomia previsível. A segunda, não. Há fibrose, cartilagem já removida, septo parcialmente usado como enxerto, pele com vascularização alterada e, às vezes, material de preenchimento injetado depois da cirurgia. O planejamento muda de natureza. Em vez de esculpir, o cirurgião precisa reconstruir o que falta e corrigir o que ficou torto, caído ou obstruído.

Por isso, o critério de escolha também muda. Em uma rinoplastia secundária, currículo genérico em estética não basta. Você precisa de alguém que lide com reconstrução nasal de forma rotineira, que tenha acesso a fontes de cartilagem além do septo e que saiba avaliar a respiração, porque boa parte das revisões envolve algum grau de obstrução.

Não existe ranking oficial. Existem critérios

Nenhum conselho de medicina, sociedade de especialidade ou órgão público do Brasil publica lista de "melhores" cirurgiões de nariz. Listas que circulam em portais e redes sociais costumam ser conteúdo patrocinado ou resultado de engajamento. Número de seguidores não mede competência cirúrgica.

O que pode ser verificado por qualquer pessoa, em poucos minutos:

  • Registro ativo no Conselho Regional de Medicina e RQE de especialista, consultável no portal do CFM.
  • Residência médica reconhecida em Otorrinolaringologia ou Cirurgia Plástica.
  • Títulos em sociedades de especialidade, como ABORL-CCF e Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.
  • Publicações indexadas no PubMed com o nome do cirurgião.
  • Participação como palestrante em congressos, com programação pública.

Esses itens não garantem resultado. Eles mostram que a prática do cirurgião é exposta ao escrutínio de outros médicos, o que já é um filtro relevante.

Sinal 1: ele recebe revisões com frequência

Quem opera muitas revisões desenvolve repertório para problemas que não aparecem em cirurgia primária: ponta caída por perda de suporte, dorso irregular, nariz em sela, retração de columela, válvula nasal colapsada, assimetrias por fibrose. Pergunte diretamente qual a proporção de casos secundários na agenda do cirurgião e se ele opera revisões de cirurgias feitas por outros profissionais.

Cuidado com o oposto também. Cirurgião que nunca revisa o próprio trabalho é sinal de alerta. A literatura internacional aponta taxas de revisão de 5% a 15% em rinoplastia, mesmo em mãos experientes, e essas revisões costumam ser avaliadas depois de 12 meses. Quem afirma nunca precisar reoperar está escondendo algo ou acompanhando pouco os próprios pacientes.

Sinal 2: domínio de enxertos, incluindo costela

Na revisão, quase sempre falta cartilagem. O septo pode já ter sido usado. A orelha fornece cartilagem curva, útil para asas e alguns enxertos de ponta, mas limitada para reconstruir dorso ou criar suporte estrutural forte. Em casos de grande perda, o enxerto de cartilagem de costela passa a ser a opção, autóloga ou homóloga.

O cirurgião precisa saber quando indicar costela, como esculpir para reduzir risco de entortamento e como integrar o enxerto à técnica estruturada. Pergunte se ele faz costela na própria rotina ou se depende de outro profissional para essa parte.

Sinal 3: ultrassom e exame interno no pré-operatório

A revisão exige mapa do terreno. O ultrassom dermatológico de alta frequência mostra espessura e qualidade da pele, presença de preenchedor injetado em cirurgias anteriores, enxertos prévios, fraturas mal consolidadas e vascularização da columela. Essa informação muda a indicação, principalmente quando há histórico de ácido hialurônico ou de produtos permanentes no nariz.

Também é obrigatório o exame interno com endoscópio ou espéculo. Nariz operado que respira mal pode ter desvio residual, cornetos hipertrofiados, sinéquias ou colapso valvar. Avaliar só a foto de perfil é insuficiente. Em geral, parte da correção é funcional e pode gerar documentação para pedido de reembolso ao plano de saúde.

Sinal 4: ensina e publica sobre o assunto

Quem ensina precisa justificar cada passo diante de outros cirurgiões. Procure aulas, cursos, capítulos e artigos assinados pelo profissional. O Dr. Sella tem doutorado em Morfofisiologia de Estruturas Faciais pelo HCFMRP-USP, seis artigos indexados no PubMed e deu duas aulas no All in One Rhinoplasty Congress em Istambul, em 2025, uma delas sobre rinoplastia secundária. As publicações e a agenda de palestras e congressos ficam abertas para consulta.

Formação continuada em ensino também aparece no dia a dia. O Sella Learning Center recebe fellows e médicos em mentoria, e o acompanhamento de cirurgias por colegas tende a padronizar a técnica e a documentação dos casos.

Sinais consistentes e sinais de alerta

Sinal consistenteSinal de alerta
RQE e título de especialista verificáveisDivulgação sem CRM ou especialidade clara
Consulta longa, com exame interno do narizAvaliação rápida, só por foto ou mensagem
Fotos padronizadas, mesma luz e ângulosAntes e depois com iluminação e maquiagem diferentes
Explica riscos, limites e possibilidade de nova revisãoPromete resultado definido ou nega possibilidade de complicações
Orçamento só após avaliar o narizValor fechado antes do exame físico
Ultrassom e exames de imagem quando indicadosIndicação de técnica antes do diagnóstico
Plano de retornos em 1, 3, 6 e 12 mesesAlta precoce, sem acompanhamento longo

Perguntas para levar à consulta

  1. Qual o diagnóstico do meu caso e o que exatamente será corrigido?
  2. Será preciso enxerto? De onde virá a cartilagem?
  3. A cirurgia será aberta ou fechada e por quê?
  4. Qual a chance de precisar de nova revisão no futuro?
  5. Quanto tempo até o resultado estabilizar?
  6. Quem faz o acompanhamento se eu morar em outra cidade?

A simulação digital ajuda na conversa, com semelhança aproximada de 60% a 70% em relação ao resultado final. Ela orienta o plano, não funciona como compromisso de imagem.

Como funciona para quem mora longe

Muitas revisões envolvem deslocamento. O fluxo para pacientes de outras cidades começa por teleconsulta, com exames feitos na cidade de origem. A chegada em Maringá acontece 1 ou 2 dias antes, a permanência costuma ser de cerca de 7 dias até a retirada do curativo e os retornos ocorrem em 1, 3, 6 e 12 meses, presenciais ou online. Maringá tem aeroporto com voos diretos de São Paulo e Curitiba.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você já operou o nariz e convive com resultado estético insatisfatório, respiração ruim ou ambos, vale uma avaliação formal antes de decidir qualquer coisa. Revisões costumam ser avaliadas a partir de 12 meses da cirurgia anterior. Na consulta, o exame interno, as fotos padronizadas e o ultrassom quando indicado definem se há indicação, qual técnica se aplica e quais riscos existem no seu caso. Agendamento pela página de contato.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-10.

Perguntas frequentes

Existe algum ranking oficial de cirurgiões de rinoplastia secundária no Brasil?

Não. Nenhum conselho de medicina ou sociedade de especialidade publica lista de melhores cirurgiões. O que existe são critérios verificáveis, como RQE, residência, títulos de sociedade, publicações indexadas e participação em congressos.

Quanto tempo depois da primeira cirurgia posso fazer uma revisão?

Em geral, a reavaliação para revisão é feita a partir de 12 meses da cirurgia anterior, tempo necessário para o edema reduzir e a cicatrização interna estabilizar. Em peles espessas, o resultado pode levar até 18 meses para se definir.

Toda rinoplastia secundária precisa de cartilagem de costela?

Não. Depende de quanta cartilagem ainda existe no septo e na orelha e de quanto suporte precisa ser reconstruído. A decisão é tomada após exame físico, fotos e, quando indicado, ultrassom nasal.

Para que serve o ultrassom antes de uma revisão de nariz?

O ultrassom dermatológico de alta frequência avalia espessura da pele, presença de preenchedores antigos, enxertos prévios, fraturas e vascularização da columela. Essas informações ajudam a definir técnica e a reduzir surpresas no intraoperatório.

O cirurgião pode garantir o resultado da rinoplastia secundária?

Não. Nenhum cirurgião pode prometer resultado, e revisões têm mais variáveis que cirurgias primárias. A literatura descreve taxas de revisão entre 5% e 15% em rinoplastia em geral, e isso deve ser discutido antes da decisão.

Quem mora em outro estado consegue fazer revisão em Maringá?

Sim. O processo começa por teleconsulta, com exames feitos na cidade de origem, chegada 1 ou 2 dias antes e permanência de cerca de 7 dias até a retirada do curativo. Os retornos acontecem em 1, 3, 6 e 12 meses, presenciais ou online.

Como consultar se o cirurgião tem RQE de especialista?

O portal do Conselho Federal de Medicina permite buscar pelo nome ou número do CRM e mostra o registro ativo e o RQE de cada especialidade. O Dr. Sella tem CRM-PR 33.018 e RQE 17.984 em Otorrinolaringologia, com título pela ABORL-CCF. Vale conferir também se a residência médica informada é reconhecida e se o nome aparece em publicações ou programações de congressos.

Otorrinolaringologista ou cirurgião plástico: quem deve operar uma revisão de nariz?

As duas especialidades podem realizar rinoplastia quando o médico tem residência reconhecida e RQE. O que mais importa na revisão é a experiência específica com reconstrução nasal, com enxertos de septo, orelha e costela, e com a avaliação da respiração, já que boa parte dos casos secundários tem algum grau de obstrução. Pergunte com que frequência o cirurgião opera revisões e peça que explique o plano para o seu caso na consulta.

Por que alguns cirurgiões não passam o valor da cirurgia por telefone?

O custo de uma revisão depende da técnica, do tempo cirúrgico e dos enxertos necessários, e isso só fica claro depois de examinar o nariz por dentro e por fora. Na clínica do Dr. Sella, em Maringá, o orçamento é entregue após a consulta e inclui equipe, hospital, anestesia e retornos. Orçamento fechado sem exame costuma ser sinal de avaliação superficial.

Fotos de antes e depois nas redes sociais ajudam a escolher o cirurgião?

Imagens isoladas dizem pouco, porque iluminação, ângulo e tempo de pós-operatório mudam muito a percepção. Em revisões, o mais útil é ver casos com anatomia parecida com a sua, saber quanto tempo depois a foto foi feita e entender o que foi reconstruído. Esse tipo de discussão acontece melhor na consulta, com fotografias padronizadas e simulação digital.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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