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Rinoplastia terciária: quando o nariz já foi operado duas vezes.

Dois anos após uma rinoplastia terciária complexa, uma paciente voltou de outro estado só para agradecer. O Dr. Sella contou a história no Instagram. Aqui, o que está por trás de um caso assim.

Publicado em 10 de outubro de 2026Atualizado em 15 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella3 min de leitura

Rinoplastia terciária é a terceira cirurgia no mesmo nariz. É mais difícil do que a secundária porque há cicatriz de duas operações, pouca ou nenhuma cartilagem de septo disponível, pele com circulação alterada e anatomia imprevisível. O planejamento exige ultrassom de alta frequência, geralmente enxerto de costela e via aberta, e expectativas claras: melhorar muito, sem prometer perfeição. Em julho de 2026 o Dr. Guilherme Sella relatou o retorno, dois anos depois, de uma paciente do interior de São Paulo operada nessas condições, com nariz muito desviado e respiração ruim, que voltou para agradecer.

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Dr. Guilherme Sella em cirurgia · rinoplastia terciária
Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia

O que muda da segunda para a terceira cirurgia

SecundáriaTerciária
Cicatriz internaPresenteExtensa, com planos aderidos
Cartilagem de septoÀs vezes disponívelQuase sempre esgotada
Fonte de enxertoOrelha ou costelaCostela na maioria dos casos
PeleAlteradaMais fina ou mais fibrosa, circulação comprometida
PrevisibilidadeMenor que na primáriaMenor ainda; cicatrização individual
ObjetivoCorrigir e melhorarReconstruir, respirar e melhorar o que for possível

O caso relatado pelo Dr. Sella

No post de 15 de julho de 2026, o Dr. Sella descreveu uma paciente do interior de São Paulo, operada dois anos antes em uma rinoplastia terciária complexa: nariz muito desviado, respiração ruim, um caso desafiador. Ela voltou à clínica apenas para agradecer pelo resultado e pelo cuidado. O site não reproduz o relato, por orientação do CFM, mas ele está disponível no perfil do médico.

Como um caso assim é planejado

  1. Ultrassom de alta frequência para mapear enxertos anteriores, cicatrizes, espessura da pele e vascularização da columela (saiba mais).
  2. Relatórios das cirurgias anteriores, quando existem.
  3. Avaliação funcional completa: septo, válvulas, cornetos.
  4. Enxerto de costela para reconstruir dorso, septo e ponta (como é feito).
  5. Via aberta, com liberação cuidadosa das cicatrizes.
  6. Conversa franca sobre o que é possível e o que não é.

O que o paciente precisa saber

  • Esperar pelo menos 12 meses da cirurgia anterior
  • Aceitar que o objetivo é reconstruir e melhorar, não atingir a perfeição
  • Entender que a recuperação é mais lenta e o edema dura mais (12 a 18 meses)
  • Planejar a logística se vier de outra cidade (guia)

Por que a experiência do cirurgião pesa mais aqui

Rinoplastias terciárias concentram as situações que só se aprendem com volume: enxertos deslocados, pele retraída, válvulas colapsadas, narizes em sela. O Dr. Sella recebe revisões de outros serviços e ensina rinoplastia secundária em congressos internacionais, como no All in One Rhinoplasty Congress de 2025. Leia rinoplastia secundária e como escolher o cirurgião da revisão.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você já operou o nariz duas vezes e ainda tem desvio, obstrução ou deformidade, a avaliação começa por teleconsulta com fotos e relatórios, e segue com exame físico e ultrassom presenciais.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-15.

Perguntas frequentes

Existe limite de vezes que um nariz pode ser operado?

Não há número fixo, mas cada cirurgia consome cartilagem e acrescenta cicatriz. Por isso a terciária deve ser planejada para resolver o máximo de uma vez.

Rinoplastia terciária sempre usa costela?

Na grande maioria, sim, porque o septo já foi utilizado. A orelha serve para enxertos pequenos.

Quanto tempo dura a cirurgia terciária?

Costuma ultrapassar 5 horas, pela liberação de cicatrizes e pela retirada e escultura da costela.

A respiração melhora na terciária?

Esse é frequentemente o objetivo principal, com reconstrução das válvulas e correção do septo residual.

Posso fazer a terciária com outro cirurgião?

Sim. Leve os relatórios anteriores e espere ao menos 12 meses da última cirurgia.

Quanto tempo preciso esperar depois da segunda cirurgia para fazer a terceira?

A recomendação é aguardar pelo menos 12 meses desde a última cirurgia, tempo necessário para o edema regredir e as cicatrizes internas amadurecerem. Operar antes disso aumenta a dificuldade técnica e piora a previsibilidade do resultado. Em peles espessas ou casos com muita fibrose, pode ser prudente esperar mais. O momento certo é definido na consulta, com exame físico e ultrassom.

Por que a rinoplastia terciária precisa de ultrassom antes da cirurgia?

Depois de duas operações, ninguém sabe exatamente o que existe dentro do nariz: enxertos antigos, preenchedores, fragmentos de cartilagem, fraturas mal consolidadas. O ultrassom dermatológico de alta frequência mapeia espessura da pele, vascularização da columela e material prévio, o que ajuda a decidir a via de acesso e a fonte de enxerto. Isso reduz surpresas no centro cirúrgico e torna o planejamento mais realista.

A recuperação da terceira rinoplastia é mais demorada?

Sim. O descolamento é mais extenso, há cicatriz de duas cirurgias e a pele responde de forma mais lenta, então o edema costuma durar de 12 a 18 meses. Os primeiros dias seguem o mesmo roteiro de curativo, repouso e cuidados, mas a definição do contorno demora mais a aparecer. Paciência e retornos regulares fazem parte do tratamento.

Qual a chance de precisar de uma quarta cirurgia?

Nenhum cirurgião pode garantir que não haverá novo retoque, porque a cicatrização é individual e o nariz já passou por alterações importantes. O objetivo da terciária é reconstruir estrutura, melhorar a respiração e o aspecto dentro do que a anatomia permite. Pequenos ajustes podem ser discutidos, sempre depois de 12 meses e com avaliação criteriosa.

Vale a pena operar de novo se o nariz só está torto, mas eu respiro bem?

Depende do quanto o desvio incomoda você e do que é tecnicamente possível corrigir com a estrutura que restou. Em alguns casos o ganho estético compensa o esforço de uma cirurgia complexa com costela; em outros, o risco de pouca mudança não justifica. Essa decisão exige exame do nariz, ultrassom, fotografias e uma conversa franca sobre expectativas, o que é feito na consulta em Maringá ou por teleconsulta inicial para quem vem de fora.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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