Rinoplastia terciária: quando o nariz já foi operado duas vezes.
Dois anos após uma rinoplastia terciária complexa, uma paciente voltou de outro estado só para agradecer. O Dr. Sella contou a história no Instagram. Aqui, o que está por trás de um caso assim.
Rinoplastia terciária é a terceira cirurgia no mesmo nariz. É mais difícil do que a secundária porque há cicatriz de duas operações, pouca ou nenhuma cartilagem de septo disponível, pele com circulação alterada e anatomia imprevisível. O planejamento exige ultrassom de alta frequência, geralmente enxerto de costela e via aberta, e expectativas claras: melhorar muito, sem prometer perfeição. Em julho de 2026 o Dr. Guilherme Sella relatou o retorno, dois anos depois, de uma paciente do interior de São Paulo operada nessas condições, com nariz muito desviado e respiração ruim, que voltou para agradecer.

O que muda da segunda para a terceira cirurgia
| Secundária | Terciária | |
|---|---|---|
| Cicatriz interna | Presente | Extensa, com planos aderidos |
| Cartilagem de septo | Às vezes disponível | Quase sempre esgotada |
| Fonte de enxerto | Orelha ou costela | Costela na maioria dos casos |
| Pele | Alterada | Mais fina ou mais fibrosa, circulação comprometida |
| Previsibilidade | Menor que na primária | Menor ainda; cicatrização individual |
| Objetivo | Corrigir e melhorar | Reconstruir, respirar e melhorar o que for possível |
O caso relatado pelo Dr. Sella
No post de 15 de julho de 2026, o Dr. Sella descreveu uma paciente do interior de São Paulo, operada dois anos antes em uma rinoplastia terciária complexa: nariz muito desviado, respiração ruim, um caso desafiador. Ela voltou à clínica apenas para agradecer pelo resultado e pelo cuidado. O site não reproduz o relato, por orientação do CFM, mas ele está disponível no perfil do médico.
Como um caso assim é planejado
- Ultrassom de alta frequência para mapear enxertos anteriores, cicatrizes, espessura da pele e vascularização da columela (saiba mais).
- Relatórios das cirurgias anteriores, quando existem.
- Avaliação funcional completa: septo, válvulas, cornetos.
- Enxerto de costela para reconstruir dorso, septo e ponta (como é feito).
- Via aberta, com liberação cuidadosa das cicatrizes.
- Conversa franca sobre o que é possível e o que não é.
O que o paciente precisa saber
- Esperar pelo menos 12 meses da cirurgia anterior
- Aceitar que o objetivo é reconstruir e melhorar, não atingir a perfeição
- Entender que a recuperação é mais lenta e o edema dura mais (12 a 18 meses)
- Planejar a logística se vier de outra cidade (guia)
Por que a experiência do cirurgião pesa mais aqui
Rinoplastias terciárias concentram as situações que só se aprendem com volume: enxertos deslocados, pele retraída, válvulas colapsadas, narizes em sela. O Dr. Sella recebe revisões de outros serviços e ensina rinoplastia secundária em congressos internacionais, como no All in One Rhinoplasty Congress de 2025. Leia rinoplastia secundária e como escolher o cirurgião da revisão.
Quando procurar o Dr. Sella
Se você já operou o nariz duas vezes e ainda tem desvio, obstrução ou deformidade, a avaliação começa por teleconsulta com fotos e relatórios, e segue com exame físico e ultrassom presenciais.
Perguntas frequentes
Existe limite de vezes que um nariz pode ser operado?
Não há número fixo, mas cada cirurgia consome cartilagem e acrescenta cicatriz. Por isso a terciária deve ser planejada para resolver o máximo de uma vez.
Rinoplastia terciária sempre usa costela?
Na grande maioria, sim, porque o septo já foi utilizado. A orelha serve para enxertos pequenos.
Quanto tempo dura a cirurgia terciária?
Costuma ultrapassar 5 horas, pela liberação de cicatrizes e pela retirada e escultura da costela.
A respiração melhora na terciária?
Esse é frequentemente o objetivo principal, com reconstrução das válvulas e correção do septo residual.
Posso fazer a terciária com outro cirurgião?
Sim. Leve os relatórios anteriores e espere ao menos 12 meses da última cirurgia.
Quanto tempo preciso esperar depois da segunda cirurgia para fazer a terceira?
A recomendação é aguardar pelo menos 12 meses desde a última cirurgia, tempo necessário para o edema regredir e as cicatrizes internas amadurecerem. Operar antes disso aumenta a dificuldade técnica e piora a previsibilidade do resultado. Em peles espessas ou casos com muita fibrose, pode ser prudente esperar mais. O momento certo é definido na consulta, com exame físico e ultrassom.
Por que a rinoplastia terciária precisa de ultrassom antes da cirurgia?
Depois de duas operações, ninguém sabe exatamente o que existe dentro do nariz: enxertos antigos, preenchedores, fragmentos de cartilagem, fraturas mal consolidadas. O ultrassom dermatológico de alta frequência mapeia espessura da pele, vascularização da columela e material prévio, o que ajuda a decidir a via de acesso e a fonte de enxerto. Isso reduz surpresas no centro cirúrgico e torna o planejamento mais realista.
A recuperação da terceira rinoplastia é mais demorada?
Sim. O descolamento é mais extenso, há cicatriz de duas cirurgias e a pele responde de forma mais lenta, então o edema costuma durar de 12 a 18 meses. Os primeiros dias seguem o mesmo roteiro de curativo, repouso e cuidados, mas a definição do contorno demora mais a aparecer. Paciência e retornos regulares fazem parte do tratamento.
Qual a chance de precisar de uma quarta cirurgia?
Nenhum cirurgião pode garantir que não haverá novo retoque, porque a cicatrização é individual e o nariz já passou por alterações importantes. O objetivo da terciária é reconstruir estrutura, melhorar a respiração e o aspecto dentro do que a anatomia permite. Pequenos ajustes podem ser discutidos, sempre depois de 12 meses e com avaliação criteriosa.
Vale a pena operar de novo se o nariz só está torto, mas eu respiro bem?
Depende do quanto o desvio incomoda você e do que é tecnicamente possível corrigir com a estrutura que restou. Em alguns casos o ganho estético compensa o esforço de uma cirurgia complexa com costela; em outros, o risco de pouca mudança não justifica. Essa decisão exige exame do nariz, ultrassom, fotografias e uma conversa franca sobre expectativas, o que é feito na consulta em Maringá ou por teleconsulta inicial para quem vem de fora.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

