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Blefaroplastia superior, inferior ou as duas.

A pálpebra de cima e a de baixo envelhecem de maneiras diferentes e pedem correções diferentes. Entender exatamente o que incomoda você é o primeiro passo para definir a técnica e a via de acesso.

Publicado em 1 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella7 min de leitura

A blefaroplastia superior trata o excesso de pele da pálpebra de cima, aquele peso que fecha o olhar e às vezes atrapalha o campo de visão. A blefaroplastia inferior trata as bolsas de gordura, o degrau entre pálpebra e bochecha e a flacidez abaixo dos olhos. São cirurgias independentes, que podem ser feitas juntas ou separadas. Na pálpebra inferior, quando não há excesso importante de pele, a via transconjuntival permite acessar as bolsas por dentro da pálpebra, sem cicatriz na pele. A escolha é individual e definida em consulta com o Dr. Guilherme Sella, após exame das pálpebras e da sobrancelha.

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Dr. Guilherme Sella, cirurgião facial · Blefaroplastia superior, inferior ou as duas?
Dr. Guilherme Sella, cirurgião facial

O que cada blefaroplastia corrige

Pálpebra superior e pálpebra inferior envelhecem por mecanismos diferentes. Por isso a cirurgia tem nome parecido e execução distinta.

Na pálpebra superior, o problema costuma ser excesso de pele. Com o tempo a pele perde elasticidade e sobra tecido sobre o sulco palpebral. O resultado é um olhar pesado, cansado, e em alguns casos a pele encosta nos cílios e reduz o campo visual superior.

Na pálpebra inferior, o problema costuma ser protrusão da gordura orbitária. A membrana que segura essa gordura enfraquece e os compartimentos avançam para frente, formando as bolsas. Junto disso aparece o sulco entre a pálpebra e a bochecha, que escurece a região e cria o aspecto de olheira profunda mesmo em quem dorme bem.

Blefaroplastia superior: quando é indicada

A blefaroplastia superior é considerada quando existe:

  • Sobra de pele visível, que dobra sobre o sulco da pálpebra
  • Sensação de peso ao final do dia, com esforço para manter os olhos abertos
  • Dificuldade para aplicar maquiagem ou cílios que ficam encobertos
  • Redução do campo de visão superior nos casos mais acentuados
  • Pequenas bolsas na porção interna da pálpebra superior

A incisão é feita dentro do sulco natural da pálpebra. Com a cicatrização, a marca fica escondida quando o olho está aberto. Retira-se a pele calculada, preserva-se músculo e gordura sempre que possível, porque remover demais envelhece o olhar e deixa a região escavada.

Um detalhe importante: parte dos pacientes que acha que tem excesso de pele na verdade tem sobrancelha caída. Nesse caso, retirar pele puxa ainda mais a sobrancelha para baixo. O exame precisa diferenciar as duas situações, e às vezes a indicação correta é a frontoplastia, isolada ou associada.

Blefaroplastia inferior: bolsas, degrau e flacidez

A blefaroplastia inferior é indicada quando incomodam:

  • Bolsas de gordura abaixo dos olhos, mais evidentes pela manhã ou na luz de cima
  • Degrau marcado entre a pálpebra e a maçã do rosto
  • Olheira que parece sombra, causada pelo relevo e não só pela cor
  • Excesso de pele e rugas finas na pálpebra inferior

O tratamento moderno pensa em reposicionar a gordura, e não apenas retirá-la. Em muitos casos a gordura que forma a bolsa é redistribuída para preencher o sulco logo abaixo, suavizando o degrau. Quando há perda de volume associada, pode ser combinada lipoenxertia facial ou Nanofat.

Comparando as duas cirurgias

Blefaroplastia superiorBlefaroplastia inferior
Queixa principalPele sobrando, olhar pesadoBolsas, degrau, olheira em relevo
Alvo cirúrgicoPele, às vezes gordura medialGordura orbitária, septo, pele
Via de acessoIncisão no sulco palpebralTransconjuntival ou subciliar
Cicatriz aparenteEscondida no sulcoNenhuma na via transconjuntival
Edema e roxoEm geral menoresEm geral maiores e mais duradouros
PontosRetirada em torno de 5 a 7 diasDepende da via utilizada
Impacto funcionalPode melhorar campo visualPrincipalmente estético

A tabela ajuda a organizar a conversa, mas não substitui o exame. Muita gente chega querendo operar a pálpebra de baixo e descobre que o que mais pesa no olhar é a de cima, ou o contrário.

Via transconjuntival: o que é e quando é usada

Na via transconjuntival, a incisão é feita por dentro da pálpebra inferior, na conjuntiva, a mucosa que reveste a face interna da pálpebra. O cirurgião chega aos compartimentos de gordura sem cortar a pele.

Vantagens dessa via:

  • Não deixa cicatriz externa
  • Não interfere no músculo orbicular, o que reduz o risco de retração da pálpebra e de mostrar a esclera abaixo da íris
  • Recuperação costuma ser mais previsível em pacientes jovens e de meia-idade com pele de boa qualidade

A via transconjuntival é especialmente adequada quando a queixa é bolsa, com pouco ou nenhum excesso de pele. Quando existe sobra importante de pele ou flacidez do tendão palpebral, pode ser necessária a via subciliar, logo abaixo dos cílios, ou a combinação da via transconjuntival com um tratamento de pele. Nesses casos entram opções como o laser de CO2 fracionado para melhorar textura e retração da pele fina da pálpebra.

A escolha da via não é preferência de estilo. Ela depende da quantidade de pele, do tônus da pálpebra inferior, da posição do olho em relação à borda óssea e do histórico de cirurgias prévias.

Dá para fazer as duas no mesmo tempo cirúrgico?

Sim, e é uma combinação frequente. Operar superior e inferior juntas tem lógica porque o olhar é lido como um conjunto. Corrigir só a pálpebra de cima pode deixar a de baixo ainda mais evidente.

Algumas observações práticas:

  • O tempo cirúrgico aumenta, mas a recuperação acontece em paralelo, em vez de dois períodos separados
  • O edema tende a ser maior quando as quatro pálpebras são tratadas
  • Procedimentos de pálpebra sob anestesia local podem ser realizados na estrutura da clínica, em Maringá, com critérios definidos caso a caso
  • Quando há flacidez de face e pescoço associada, a conversa pode incluir facelift deep plane e cervicoplastia, planejados em conjunto ou em etapas

O que a blefaroplastia não resolve

Ser claro sobre limites evita frustração. A cirurgia de pálpebras não trata:

  • Rugas dinâmicas nos cantos dos olhos, que dependem da contração muscular
  • Olheira pigmentada, de origem vascular ou melânica, que exige abordagem de pele
  • Sobrancelha caída, que tem tratamento próprio
  • Flacidez do terço médio da face, que pode acompanhar o olhar cansado
  • Ptose palpebral verdadeira, quando o músculo que levanta a pálpebra está enfraquecido e requer correção específica

Parte desses pontos pode ser tratada no mesmo planejamento, parte exige outro procedimento. Isso é definido na avaliação.

Anestesia, recuperação e retorno à rotina

A blefaroplastia costuma ser feita sob anestesia local com sedação, conforme o caso e a combinação com outros procedimentos. O inchaço e o roxo são mais intensos nos primeiros dias e diminuem ao longo das duas primeiras semanas. Compressas frias, cabeceira elevada e proteção solar fazem diferença real na velocidade da recuperação.

Orientações gerais que costumam fazer parte do pós-operatório:

  1. Repouso relativo nos primeiros dias, sem esforço físico
  2. Compressas geladas na primeira semana
  3. Evitar maquiagem na área até liberação
  4. Proteção solar rigorosa por alguns meses
  5. Retornos programados para avaliar cicatrização

Sensação de olho seco, visão embaçada transitória pela pomada e assimetria temporária de edema são achados comuns nas primeiras semanas. O resultado se refina ao longo de alguns meses, à medida que a cicatriz amadurece.

Pacientes de outras cidades conseguem organizar a viagem com tranquilidade. A equipe orienta sobre tempo de permanência e retornos em pacientes de outras cidades.

Quando procurar o Dr. Sella

Vale marcar avaliação se o olhar anda pesado, se as bolsas aparecem nas fotos, se a pele encosta nos cílios ou se você já ouviu que parece cansado sem estar. Na consulta, são avaliados pele, gordura, posição da sobrancelha, tônus da pálpebra inferior e saúde ocular, com fotografias padronizadas. A indicação, a via de acesso, os riscos e a necessidade de combinar procedimentos são definidos individualmente, nunca por padrão.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

Como saber se preciso operar a pálpebra superior, a inferior ou as duas?

Depende da queixa e do exame. Pele sobrando e olhar pesado apontam para a superior; bolsas e degrau abaixo dos olhos apontam para a inferior. Muitos pacientes têm as duas alterações e optam pelo mesmo tempo cirúrgico.

A blefaroplastia inferior transconjuntival deixa cicatriz?

Não deixa cicatriz na pele, porque a incisão é feita por dentro da pálpebra, na conjuntiva. Essa via é indicada principalmente quando a queixa é bolsa de gordura com pouco excesso de pele.

Quanto tempo leva para o inchaço e o roxo desaparecerem?

A maior parte do edema e das equimoses melhora ao longo das duas primeiras semanas. O refinamento do resultado e o amadurecimento da cicatriz continuam por alguns meses.

A blefaroplastia superior pode ser coberta pelo plano de saúde?

O atendimento é exclusivamente particular. Quando existe repercussão funcional, como redução do campo visual, a clínica fornece a documentação para que você solicite reembolso ao seu plano, conforme as regras do contrato.

A cirurgia de pálpebras tira as rugas e a olheira escura?

Não necessariamente. A blefaroplastia trata pele sobrando e bolsas. Rugas finas, textura e pigmentação podem exigir tratamentos complementares, como laser de CO2 fracionado ou enxertia de gordura, avaliados caso a caso.

Posso fazer blefaroplastia junto com outra cirurgia facial?

Sim, é comum associar a blefaroplastia a procedimentos como frontoplastia, lipoenxertia, facelift deep plane ou rinoplastia. A combinação depende do seu caso, do tempo cirúrgico e da segurança do planejamento.

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