Blefaroplastia superior, inferior ou as duas.
A pálpebra de cima e a de baixo envelhecem de maneiras diferentes e pedem correções diferentes. Entender exatamente o que incomoda você é o primeiro passo para definir a técnica e a via de acesso.
A blefaroplastia superior trata o excesso de pele da pálpebra de cima, aquele peso que fecha o olhar e às vezes atrapalha o campo de visão. A blefaroplastia inferior trata as bolsas de gordura, o degrau entre pálpebra e bochecha e a flacidez abaixo dos olhos. São cirurgias independentes, que podem ser feitas juntas ou separadas. Na pálpebra inferior, quando não há excesso importante de pele, a via transconjuntival permite acessar as bolsas por dentro da pálpebra, sem cicatriz na pele. A escolha é individual e definida em consulta com o Dr. Guilherme Sella, após exame das pálpebras e da sobrancelha.

O que cada blefaroplastia corrige
Pálpebra superior e pálpebra inferior envelhecem por mecanismos diferentes. Por isso a cirurgia tem nome parecido e execução distinta.
Na pálpebra superior, o problema costuma ser excesso de pele. Com o tempo a pele perde elasticidade e sobra tecido sobre o sulco palpebral. O resultado é um olhar pesado, cansado, e em alguns casos a pele encosta nos cílios e reduz o campo visual superior.
Na pálpebra inferior, o problema costuma ser protrusão da gordura orbitária. A membrana que segura essa gordura enfraquece e os compartimentos avançam para frente, formando as bolsas. Junto disso aparece o sulco entre a pálpebra e a bochecha, que escurece a região e cria o aspecto de olheira profunda mesmo em quem dorme bem.
Blefaroplastia superior: quando é indicada
A blefaroplastia superior é considerada quando existe:
- Sobra de pele visível, que dobra sobre o sulco da pálpebra
- Sensação de peso ao final do dia, com esforço para manter os olhos abertos
- Dificuldade para aplicar maquiagem ou cílios que ficam encobertos
- Redução do campo de visão superior nos casos mais acentuados
- Pequenas bolsas na porção interna da pálpebra superior
A incisão é feita dentro do sulco natural da pálpebra. Com a cicatrização, a marca fica escondida quando o olho está aberto. Retira-se a pele calculada, preserva-se músculo e gordura sempre que possível, porque remover demais envelhece o olhar e deixa a região escavada.
Um detalhe importante: parte dos pacientes que acha que tem excesso de pele na verdade tem sobrancelha caída. Nesse caso, retirar pele puxa ainda mais a sobrancelha para baixo. O exame precisa diferenciar as duas situações, e às vezes a indicação correta é a frontoplastia, isolada ou associada.
Blefaroplastia inferior: bolsas, degrau e flacidez
A blefaroplastia inferior é indicada quando incomodam:
- Bolsas de gordura abaixo dos olhos, mais evidentes pela manhã ou na luz de cima
- Degrau marcado entre a pálpebra e a maçã do rosto
- Olheira que parece sombra, causada pelo relevo e não só pela cor
- Excesso de pele e rugas finas na pálpebra inferior
O tratamento moderno pensa em reposicionar a gordura, e não apenas retirá-la. Em muitos casos a gordura que forma a bolsa é redistribuída para preencher o sulco logo abaixo, suavizando o degrau. Quando há perda de volume associada, pode ser combinada lipoenxertia facial ou Nanofat.
Comparando as duas cirurgias
| Blefaroplastia superior | Blefaroplastia inferior | |
|---|---|---|
| Queixa principal | Pele sobrando, olhar pesado | Bolsas, degrau, olheira em relevo |
| Alvo cirúrgico | Pele, às vezes gordura medial | Gordura orbitária, septo, pele |
| Via de acesso | Incisão no sulco palpebral | Transconjuntival ou subciliar |
| Cicatriz aparente | Escondida no sulco | Nenhuma na via transconjuntival |
| Edema e roxo | Em geral menores | Em geral maiores e mais duradouros |
| Pontos | Retirada em torno de 5 a 7 dias | Depende da via utilizada |
| Impacto funcional | Pode melhorar campo visual | Principalmente estético |
A tabela ajuda a organizar a conversa, mas não substitui o exame. Muita gente chega querendo operar a pálpebra de baixo e descobre que o que mais pesa no olhar é a de cima, ou o contrário.
Via transconjuntival: o que é e quando é usada
Na via transconjuntival, a incisão é feita por dentro da pálpebra inferior, na conjuntiva, a mucosa que reveste a face interna da pálpebra. O cirurgião chega aos compartimentos de gordura sem cortar a pele.
Vantagens dessa via:
- Não deixa cicatriz externa
- Não interfere no músculo orbicular, o que reduz o risco de retração da pálpebra e de mostrar a esclera abaixo da íris
- Recuperação costuma ser mais previsível em pacientes jovens e de meia-idade com pele de boa qualidade
A via transconjuntival é especialmente adequada quando a queixa é bolsa, com pouco ou nenhum excesso de pele. Quando existe sobra importante de pele ou flacidez do tendão palpebral, pode ser necessária a via subciliar, logo abaixo dos cílios, ou a combinação da via transconjuntival com um tratamento de pele. Nesses casos entram opções como o laser de CO2 fracionado para melhorar textura e retração da pele fina da pálpebra.
A escolha da via não é preferência de estilo. Ela depende da quantidade de pele, do tônus da pálpebra inferior, da posição do olho em relação à borda óssea e do histórico de cirurgias prévias.
Dá para fazer as duas no mesmo tempo cirúrgico?
Sim, e é uma combinação frequente. Operar superior e inferior juntas tem lógica porque o olhar é lido como um conjunto. Corrigir só a pálpebra de cima pode deixar a de baixo ainda mais evidente.
Algumas observações práticas:
- O tempo cirúrgico aumenta, mas a recuperação acontece em paralelo, em vez de dois períodos separados
- O edema tende a ser maior quando as quatro pálpebras são tratadas
- Procedimentos de pálpebra sob anestesia local podem ser realizados na estrutura da clínica, em Maringá, com critérios definidos caso a caso
- Quando há flacidez de face e pescoço associada, a conversa pode incluir facelift deep plane e cervicoplastia, planejados em conjunto ou em etapas
O que a blefaroplastia não resolve
Ser claro sobre limites evita frustração. A cirurgia de pálpebras não trata:
- Rugas dinâmicas nos cantos dos olhos, que dependem da contração muscular
- Olheira pigmentada, de origem vascular ou melânica, que exige abordagem de pele
- Sobrancelha caída, que tem tratamento próprio
- Flacidez do terço médio da face, que pode acompanhar o olhar cansado
- Ptose palpebral verdadeira, quando o músculo que levanta a pálpebra está enfraquecido e requer correção específica
Parte desses pontos pode ser tratada no mesmo planejamento, parte exige outro procedimento. Isso é definido na avaliação.
Anestesia, recuperação e retorno à rotina
A blefaroplastia costuma ser feita sob anestesia local com sedação, conforme o caso e a combinação com outros procedimentos. O inchaço e o roxo são mais intensos nos primeiros dias e diminuem ao longo das duas primeiras semanas. Compressas frias, cabeceira elevada e proteção solar fazem diferença real na velocidade da recuperação.
Orientações gerais que costumam fazer parte do pós-operatório:
- Repouso relativo nos primeiros dias, sem esforço físico
- Compressas geladas na primeira semana
- Evitar maquiagem na área até liberação
- Proteção solar rigorosa por alguns meses
- Retornos programados para avaliar cicatrização
Sensação de olho seco, visão embaçada transitória pela pomada e assimetria temporária de edema são achados comuns nas primeiras semanas. O resultado se refina ao longo de alguns meses, à medida que a cicatriz amadurece.
Pacientes de outras cidades conseguem organizar a viagem com tranquilidade. A equipe orienta sobre tempo de permanência e retornos em pacientes de outras cidades.
Quando procurar o Dr. Sella
Vale marcar avaliação se o olhar anda pesado, se as bolsas aparecem nas fotos, se a pele encosta nos cílios ou se você já ouviu que parece cansado sem estar. Na consulta, são avaliados pele, gordura, posição da sobrancelha, tônus da pálpebra inferior e saúde ocular, com fotografias padronizadas. A indicação, a via de acesso, os riscos e a necessidade de combinar procedimentos são definidos individualmente, nunca por padrão.
Perguntas frequentes
Como saber se preciso operar a pálpebra superior, a inferior ou as duas?
Depende da queixa e do exame. Pele sobrando e olhar pesado apontam para a superior; bolsas e degrau abaixo dos olhos apontam para a inferior. Muitos pacientes têm as duas alterações e optam pelo mesmo tempo cirúrgico.
A blefaroplastia inferior transconjuntival deixa cicatriz?
Não deixa cicatriz na pele, porque a incisão é feita por dentro da pálpebra, na conjuntiva. Essa via é indicada principalmente quando a queixa é bolsa de gordura com pouco excesso de pele.
Quanto tempo leva para o inchaço e o roxo desaparecerem?
A maior parte do edema e das equimoses melhora ao longo das duas primeiras semanas. O refinamento do resultado e o amadurecimento da cicatriz continuam por alguns meses.
A blefaroplastia superior pode ser coberta pelo plano de saúde?
O atendimento é exclusivamente particular. Quando existe repercussão funcional, como redução do campo visual, a clínica fornece a documentação para que você solicite reembolso ao seu plano, conforme as regras do contrato.
A cirurgia de pálpebras tira as rugas e a olheira escura?
Não necessariamente. A blefaroplastia trata pele sobrando e bolsas. Rugas finas, textura e pigmentação podem exigir tratamentos complementares, como laser de CO2 fracionado ou enxertia de gordura, avaliados caso a caso.
Posso fazer blefaroplastia junto com outra cirurgia facial?
Sim, é comum associar a blefaroplastia a procedimentos como frontoplastia, lipoenxertia, facelift deep plane ou rinoplastia. A combinação depende do seu caso, do tempo cirúrgico e da segurança do planejamento.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

