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Columela pendente ou narina retraída: entendendo a base do nariz.

No perfil, a faixa de columela que aparece entre a narina e a ponta conta uma história. Ela pode estar caindo, a borda da narina pode estar subindo, ou as duas coisas ao mesmo tempo. O tratamento muda em cada caso.

Publicado em 17 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella7 min de leitura

A columela pendente é a queda da coluna de pele e cartilagem entre as narinas: no perfil, ela desce abaixo da linha da borda da narina. Quando o excesso de columela visível vem da subida da borda alar, o nome correto é narina retraída, ou retração alar. As duas condições produzem um sinal parecido e exigem condutas diferentes. Na columela pendente, trata-se o septo caudal, o septo membranoso e as cruras mediais. Na retração, usam-se enxertos de borda alar, enxertos compostos ou reposicionamento da crura lateral. O Dr. Guilherme Sella separa esses dois componentes no exame antes de indicar qualquer correção.

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Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia · Columela pendente ou narina retraída: correções da base nasal
Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia

O que é a columela e por que ela aparece tanto no perfil

A columela é a coluna de tecido entre as duas narinas, do lábio até a ponta do nariz. Ela é sustentada por três estruturas principais: as cruras mediais das cartilagens alares, a borda inferior do septo, chamada septo caudal, e a pele do septo membranoso que reveste tudo isso.

No perfil, a relação entre a borda da narina e a borda da columela desenha uma curva suave, parecida com a asa de uma gaivota. Em geral se considera harmônica uma faixa de columela visível de cerca de 2 a 4 milímetros nessa vista. Acima disso, o olhar percebe o nariz como mais longo, mais aberto por baixo ou com narinas muito expostas, mesmo quando o dorso está perfeitamente alinhado.

Esse é o motivo pelo qual pacientes que já operaram o dorso e a ponta ainda sentem que algo não fechou. Muitas vezes o detalhe está na base.

Columela pendente ou narina retraída: como diferenciar

Os dois quadros produzem o mesmo sinal, que é excesso de columela aparente. A origem é oposta.

Na columela pendente, a columela desce. Costuma haver excesso de septo caudal, septo membranoso largo, cruras mediais longas ou projeção exagerada da base. O ângulo entre a columela e o lábio tende a ficar mais fechado e a narina parece pequena em relação ao conjunto.

Na narina retraída, a columela está no lugar e a borda da narina sobe. O vestíbulo nasal fica exposto, aparece uma reentrância na borda alar e, em casos marcados, a mucosa interna se torna visível de frente. É o quadro que os cirurgiões chamam de retração alar ou notching.

Existe ainda a combinação das duas, que é frequente em narizes já operados. Nessa situação, tratar apenas um componente deixa o problema pela metade.

CaracterísticaColumela pendenteNarina retraída
MecanismoColumela desceBorda da narina sobe
Achado no perfilCurva da base convexa, columela abaixo da linha alarReentrância na borda alar, vestíbulo exposto
Causas comunsExcesso de septo caudal, septo membranoso amplo, cruras mediais longasRessecção excessiva da crura lateral, retirada de pele vestibular, contratura de cicatriz
Correção típicaAparar septo caudal e membranoso, ajustar cruras mediais, tongue in grooveEnxerto de borda alar, enxerto composto, reposicionamento da crura lateral
Impacto funcionalEm geral pequenoPode colabar a válvula nasal externa

Causas congênitas e causas pós-cirúrgicas

Parte dos casos é de nascença. Septo caudal longo, cartilagens alares com cruras laterais curtas ou mal posicionadas e narinas naturalmente altas aparecem em famílias inteiras. Nesses pacientes, a correção entra como parte do planejamento de uma rinoplastia primária.

A outra parte vem de cirurgias anteriores. As causas mais comuns de narina retraída pós-operatória são:

  • Ressecção excessiva da borda cefálica da crura lateral, deixando uma faixa de cartilagem fina demais para sustentar a borda da narina.
  • Retirada de pele e mucosa do vestíbulo, que encurta o revestimento interno e puxa a borda para cima.
  • Rotação muito agressiva da ponta sem suporte adequado.
  • Contratura cicatricial, que atua meses depois e piora um resultado que parecia bom na primeira avaliação.

Na columela pendente pós-cirúrgica, o padrão mais visto é o septo caudal mantido longo, o uso de enxerto de extensão septal muito generoso ou a projeção da base sem o ajuste correspondente da pele do septo membranoso. Já a columela retraída, situação inversa, costuma seguir ressecções excessivas do septo caudal e deixa o ângulo nasolabial aberto demais e a base curta.

Essas correções fazem parte do universo da rinoplastia secundária, que exige leitura cuidadosa do que foi feito antes.

Enxertos de borda alar e as outras técnicas de correção

O enxerto de borda alar é uma tira fina de cartilagem, geralmente de septo ou de orelha, colocada em um túnel ao longo da borda da narina. Ele não fica aparente quando bem posicionado e tem duas funções: empurrar a borda para baixo e dar rigidez à válvula nasal externa. É uma das manobras mais usadas em retrações discretas e também de forma preventiva, em narizes de parede lateral frágil.

Quando a retração é mais importante, com falta real de revestimento interno, o enxerto de borda não basta. Entram então o enxerto composto, que leva cartilagem e pele da concha auricular para repor o vestíbulo, o enxerto de escora da crura lateral e o reposicionamento da própria crura lateral em um plano mais favorável. Esses recursos são o terreno da rinoplastia estruturada, e em revisões com pouco material disponível a cartilagem de costela pode ser necessária.

Na columela pendente, o raciocínio é de redução e reposicionamento. Apara-se o excesso de septo caudal com cuidado para não perder suporte, ajusta-se a borda das cruras mediais, retira-se o excesso de pele do septo membranoso e, em casos selecionados, a base da ponta é reposicionada sobre o septo pela técnica de tongue in groove. Milímetros contam. Retirar demais troca um problema por outro, mais difícil de corrigir.

Quando a base nasal também é um problema de respiração

A borda da narina faz parte da válvula nasal externa. Quando ela está retraída e sem sustentação, a narina colaba na inspiração forte, e o paciente descreve um nariz que fecha ao fazer exercício ou ao inspirar fundo, muitas vezes com melhora ao tracionar a bochecha para fora.

Por isso o reforço da borda alar costuma ser indicado por dois motivos somados, estético e funcional, junto de septo, cornetos e válvula interna quando necessário. Essa integração é o que caracteriza a rinoplastia funcional feita por otorrinolaringologista.

O que o pré-operatório precisa esclarecer

A consulta de cerca de uma hora inclui anamnese, exame físico com avaliação interna do nariz, fotografias padronizadas e simulação digital. Nas fotos de perfil e de base é que se separa com clareza quanto do excesso de columela vem da columela e quanto vem da narina.

Em narizes já operados ou com histórico de preenchedores, o ultrassom dermatológico de alta frequência ajuda a mapear espessura de pele, enxertos prévios, material de preenchimento e a vascularização da columela, informação relevante antes de qualquer manobra nessa região. A conduta e os riscos são definidos de forma individual na consulta.

Recuperação e expectativa realista

A correção da base acompanha a recuperação geral da rinoplastia. Placa externa por cerca de sete dias, esparadrapagem na semana seguinte, inchaço que cai de forma progressiva e orientações detalhadas no pós-operatório. Quando se usa cartilagem de orelha, há cuidados adicionais no local doador.

A borda da narina é uma das áreas que mais demora a assentar, porque depende do comportamento da cicatriz. O desenho final da base pode continuar mudando até 12 meses, e mais tempo em pele espessa e em revisões. Cirurgias de revisão só devem ser consideradas depois de 12 meses da anterior, com o tecido já estabilizado.

Quando procurar o Dr. Sella

Vale uma avaliação se você enxerga muita columela no perfil, percebe uma reentrância na borda da narina, nota o vestíbulo exposto de frente ou sente a narina fechando ao respirar fundo. O mesmo vale para quem já operou e ficou com a base desarmônica.

O atendimento acontece em Maringá, na Clínica Renassance, com teleconsulta inicial disponível para quem vem de outras cidades. Veja como funciona a logística em pacientes de outras cidades. A indicação, a técnica e os riscos são sempre individuais e definidos após o exame.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

Columela pendente e narina retraída são a mesma coisa?

Não. As duas aparecem como excesso de columela visível no perfil, mas na columela pendente a columela desce e na narina retraída a borda da narina sobe. O exame e as fotos de perfil e de base separam os dois componentes, que podem coexistir.

É possível corrigir columela pendente sem operar o nariz todo?

Em casos selecionados, o ajuste do septo caudal e do septo membranoso pode ser feito de forma localizada. Ainda assim, trata-se de um procedimento cirúrgico com planejamento próprio, e a decisão depende do exame e do histórico de cirurgias anteriores.

O enxerto de borda alar fica visível ou endurece a narina?

Quando bem dimensionado e colocado no túnel correto, o enxerto costuma ficar imperceptível ao olhar e dá firmeza útil à borda, evitando que a narina colabe na respiração. Enxertos grandes ou mal posicionados podem ficar palpáveis, por isso a espessura e o tamanho são ajustados caso a caso.

Preenchimento com ácido hialurônico resolve a narina retraída?

O preenchedor tem indicações limitadas no nariz e não substitui o suporte de cartilagem na borda da narina. Quando usado, deve ser guiado por ultrassom e após avaliação criteriosa. A retração alar estrutural é um problema de falta de sustentação e de revestimento interno.

Quanto tempo depois de uma rinoplastia posso corrigir a base?

A recomendação é aguardar pelo menos 12 meses da cirurgia anterior, quando o inchaço cedeu e a cicatriz se estabilizou. Esse intervalo também permite avaliar o efeito da contratura, que muitas vezes é a causa da retração.

Corrigir a borda da narina melhora a respiração?

Pode melhorar quando existe colapso da válvula nasal externa, situação em que a narina fecha na inspiração forte. A avaliação funcional inclui septo, cornetos e válvulas, e a conduta é definida na consulta.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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