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Nariz com giba: o que muda de perfil e de frente.

A giba não é apenas um osso sobrando no nariz. Ela envolve osso, cartilagem e a forma de todo o dorso. Entender isso muda a técnica escolhida e o quanto o seu nariz continua parecendo seu.

Publicado em 21 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella6 min de leitura

A giba nasal é a elevação no dorso do nariz formada por osso e cartilagem, mais evidente no perfil. Não é doença, é uma característica anatômica, muitas vezes familiar. Na rinoplastia atual, a primeira escolha em boa parte dos casos é a rinoplastia de preservação de dorso, que rebaixa o perfil inteiro sem abrir a estrutura e mantém a linha natural do nariz. Quando a giba é muito volumosa, irregular ou já houve cirurgia prévia, indica-se a técnica estruturada, com remodelação e reconstrução do dorso. O Dr. Guilherme Sella avalia osso, cartilagem, espessura da pele e respiração antes de definir a técnica.

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Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia · Nariz com giba: causas, técnicas e resultado natural
Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia

O que é exatamente a giba nasal

O dorso do nariz tem duas partes. O terço superior é osso, formado pelos ossos próprios do nariz e pela parte óssea do septo. Os dois terços inferiores são cartilagem, formados pelas cartilagens laterais superiores e pelo septo cartilaginoso.

A giba é a projeção dessa união. Quando ela é mais alta do que a linha que vai da raiz do nariz até a ponta, aparece aquela curva convexa que você vê no espelho de lado. Por isso o nome popular de osso no nariz é incompleto. Na maior parte dos casos, a giba tem um componente ósseo e um componente cartilaginoso, e ignorar a cartilagem é um dos motivos de resultados irregulares.

O tamanho da giba não é o único dado importante. Importam também a largura dos ossos nasais, a posição da raiz do nariz, o ângulo da ponta e a espessura da pele que cobre tudo isso.

Por que a giba se forma

Na maioria das pessoas, a giba é hereditária. Ela segue um padrão familiar e costuma se acentuar na adolescência, quando o nariz termina de crescer. Em alguns pacientes, o dorso era reto na infância e a convexidade apareceu junto com o estirão de crescimento.

Outra causa frequente é o trauma. Fraturas nasais, mesmo antigas e aparentemente leves, podem deixar um calo ósseo no dorso, desvio associado e obstrução respiratória. Nesses casos, a giba costuma ser assimétrica, mais evidente de um lado.

Existe ainda a pseudogiba, situação em que o dorso é de altura normal, mas a raiz do nariz é baixa ou a ponta é caída. O perfil dá impressão de giba sem que haja excesso real de osso. O tratamento é diferente e pode envolver elevar a raiz e reposicionar a ponta em vez de rebaixar o dorso.

O que muda de perfil e o que muda de frente

Essa é uma das confusões mais comuns na consulta. O paciente chega pensando apenas no perfil e esquece que o nariz é tridimensional.

De perfil, a cirurgia atua na linha do dorso, no ângulo entre o nariz e o lábio e na projeção da ponta. É a mudança que aparece primeiro nas fotos.

De frente, o efeito é indireto. Quando a giba é rebaixada, as paredes laterais do nariz tendem a abrir e o dorso parece mais largo se nada for feito para corrigir isso. É por isso que a osteotomia, o reposicionamento controlado dos ossos nasais, faz parte do planejamento. Sem ela, o nariz pode ficar reto de lado e largo de frente, com aquele aspecto chamado de dorso aberto.

Também mudam as linhas estéticas dorsais, as duas linhas de luz que correm da sobrancelha até a ponta. Um bom resultado de frente depende dessas linhas ficarem retas, simétricas e contínuas.

Preservação de dorso: por que costuma ser a primeira escolha

A rinoplastia de preservação parte de uma ideia simples. Em vez de remover o teto do nariz e depois reconstruí-lo, o cirurgião rebaixa o dorso inteiro, mantendo a cartilagem e o osso que o paciente já tem. As manobras mais usadas são o push down e o let down, que abaixam o dorso em bloco após ajustes no septo e nos ossos laterais.

As vantagens práticas são a manutenção das linhas estéticas naturais, menor chance de irregularidades palpáveis no dorso e preservação da anatomia interna ligada à respiração. O Dr. Sella publicou com colegas brasileiros sobre indicações e ampliação de indicações da preservação de dorso em revistas de cirurgia plástica facial, tema que também leva aos cursos do Sella Learning Center e a congressos no exterior.

Preservação não é regra universal. Ela depende da forma da giba, da curvatura do septo e da qualidade do osso.

Preservação e técnica estruturada lado a lado

AspectoPreservação de dorsoTécnica estruturada
O que acontece com a gibaO dorso é rebaixado em bloco, mantendo o teto nasalA giba é removida e o dorso é reconstruído
Indicação típicaDorso regular, giba pequena a média, septo favorávelGiba grande, dorso irregular, desvios importantes, revisões
Linhas estéticasMantidas do próprio pacienteRecriadas com enxertos e suturas
Uso de enxertos no dorsoMenos frequenteMais frequente, com cartilagem de septo, orelha ou costela
Risco de irregularidade no dorsoMenorDepende da técnica e da espessura da pele

Em muitos casos os conceitos se combinam. É possível preservar o dorso e estruturar a ponta, por exemplo. A escolha é individual e definida depois do exame físico, nunca pela foto de outro paciente. Entenda mais em rinoplastia estruturada e, quando há cartilagem insuficiente, em enxerto de costela.

Ultrassom em dois momentos: antes e durante a cirurgia

Na cirurgia, o instrumento piezoelétrico corta osso sem cortar tecidos moles. Isso permite modelar a giba óssea, alisar irregularidades e fazer osteotomias mais precisas, com menos trauma sobre vasos e mucosa. É a base da rinoplastia ultrassônica, especialmente útil em gibas assimétricas e em ossos espessos.

Antes da cirurgia, o ultrassom dermatológico de alta frequência mede a espessura da pele do dorso, identifica preenchedores antigos, cicatrizes e enxertos prévios. Pele fina mostra qualquer irregularidade do osso. Pele espessa esconde a estrutura e exige outro planejamento. Saber disso antes muda a técnica e o que é realista esperar.

Giba, respiração e pós-operatório

Quem tem giba por trauma com frequência tem também desvio de septo e obstrução nasal. Como o Dr. Sella é otorrinolaringologista com residência no HCFMRP-USP, a avaliação inclui o exame interno do nariz e as válvulas nasais. Estética e função são tratadas na mesma cirurgia quando indicado, conforme explicado em rinoplastia funcional.

No pós-operatório da rinoplastia, a placa externa fica cerca de sete dias, seguida de esparadrapagem por mais uma semana. O hematoma ao redor dos olhos pode durar até quinze dias. O perfil já aparece cedo, mas o dorso continua desinchando por meses. O resultado definitivo leva de seis a doze meses, e até dezoito meses em pele espessa ou em casos de revisão. Os detalhes do dia a dia estão em pós-operatório.

Quando procurar o Dr. Sella

Se o perfil incomoda você há anos, se o nariz ficou torto depois de uma pancada ou se respirar pelo nariz é difícil, vale uma avaliação. A consulta dura cerca de uma hora e inclui exame do nariz por dentro, fotografias padronizadas, simulação digital e explicação da técnica proposta. A simulação serve para alinhar expectativas e guarda semelhança aproximada de sessenta a setenta por cento com o resultado final.

O atendimento é em Maringá. Pacientes de outras cidades podem começar por teleconsulta e organizar a viagem com antecedência, como descrito em pacientes de outras cidades. Indicação, riscos e plano cirúrgico são sempre individuais e definidos na consulta.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

Tirar a giba deixa o nariz com aparência artificial?

Não necessariamente. O aspecto artificial costuma vir de rebaixamento excessivo do dorso ou de ponta muito elevada. O planejamento busca um dorso em harmonia com a altura da raiz do nariz, com a projeção da ponta e com o rosto como um todo.

A giba pode voltar depois da rinoplastia?

Pode haver formação de calo ósseo ou acúmulo de tecido cicatricial no dorso, percebido como pequena elevação meses após a cirurgia. Isso é diferente da giba original e é avaliado nos retornos, que acontecem em 1, 3, 6 e 12 meses.

Dá para corrigir giba sem cirurgia?

A rinomodelação com ácido hialurônico pode camuflar pequenas irregularidades preenchendo acima e abaixo da giba, mas não retira osso nem estreita o nariz. É indicação limitada, temporária e guiada por ultrassom. O Dr. Sella não recomenda produtos definitivos nem fios no nariz.

Toda giba pode ser tratada com preservação de dorso?

Não. A preservação depende da forma da giba, da curvatura do septo e da anatomia óssea. Em gibas muito grandes, dorsos irregulares ou cirurgias de revisão, a abordagem estruturada pode ser mais adequada. A decisão é feita após o exame físico.

A cirurgia da giba melhora a respiração?

Pode melhorar quando há desvio de septo, hipertrofia de cornetos ou colapso de válvula nasal tratados no mesmo tempo cirúrgico. A avaliação funcional faz parte da consulta, já que o nariz tem forma e função ligadas.

Qual a idade mínima para operar a giba?

De modo geral, a partir de 13 a 14 anos em meninas, cerca de dois a três anos após a primeira menstruação, e 15 a 16 anos em meninos. Em caso de dúvida, pede-se raio-X de idade óssea e avaliação com endocrinologista.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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