Dr. Sella — Rinoplastia e Cirurgia Facial
Dúvida sobre o seu caso?

A equipe do Dr. Sella responde pelo WhatsApp em horário comercial.

Falar no WhatsApp
Artigo

Dorso irregular após rinoplastia: causas e correção.

Sentir um degrau, uma borda ou um ponto saliente no dorso nasal é uma das queixas mais comuns depois da rinoplastia. Entender a causa é o que define se o caso pede espera, camuflagem ou nova cirurgia.

Publicado em 18 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella7 min de leitura

Uma irregularidade de dorso após rinoplastia é qualquer borda, degrau, saliência ou afundamento visível ou palpável no teto do nariz. As causas mais frequentes são fragmentos e calos ósseos após osteotomias, bordas de cartilagem não suavizadas, enxertos deslocados ou reabsorvidos de forma irregular, excesso de remoção de dorso e o chamado V invertido, quando os ossos nasais se afundam e as cartilagens ficam aparentes. O Dr. Guilherme Sella avalia cada caso com palpação, fotografias padronizadas e ultrassom nasal antes de indicar lixamento ultrassônico, enxerto de camuflagem ou rinoplastia secundária.

Quer saber se isso se aplica ao seu caso?Falar com a equipe
Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia · Dorso irregular após rinoplastia: causas e como corrigir
Dr. Guilherme Sella durante uma rinoplastia

O que é considerado uma irregularidade de dorso

O dorso é o teto do nariz, formado por osso na metade superior e por cartilagem na metade inferior. Quando esse teto perde a continuidade, aparecem alterações que o paciente descreve de várias formas: um degrau no meio do nariz, uma borda que se sente com o dedo, um ponto brilhante na foto de perfil, uma sombra em forma de V na raiz nasal ou uma depressão lateral.

Algumas irregularidades são apenas palpáveis e nunca se tornam visíveis. Outras são discretas na pele espessa e evidentes na pele fina. Essa diferença explica por que dois pacientes com a mesma alteração anatômica têm queixas completamente diferentes.

Edema ou irregularidade real

Nos primeiros meses, grande parte do que se sente no dorso é inchaço e fibrose em organização. O tecido sobre o osso nasal fica espesso, endurecido e assimétrico de um lado para o outro. Isso muda ao longo do tempo.

A referência prática é o cronograma de recuperação: o resultado se torna definitivo entre 6 e 12 meses, e pode chegar a 18 meses em pele espessa e em casos de revisão. Avaliar um dorso com 2 ou 3 meses de pós-operatório costuma levar a conclusões erradas. O pós-operatório de rinoplastia inclui exatamente esse acompanhamento seriado, com fotos nos mesmos ângulos e na mesma iluminação.

Sinais que sugerem irregularidade estrutural e não edema:

  • Borda bem delimitada, que se sente como uma quina e não como uma área difusa
  • Alteração que não muda de aspecto entre manhã e noite
  • Degrau unilateral estável por mais de 6 meses
  • Sombra em V na transição entre osso e cartilagem

Causas mais comuns

Fragmentos e calos ósseos

Quando o dorso é rebaixado com raspa ou osteótomo, podem sobrar espículas ósseas, fragmentos móveis e áreas de osso mal aderido. O corpo responde formando calo ósseo, que às vezes se organiza de forma assimétrica e cria uma saliência. Osteotomias com traço irregular também deixam degraus na parede lateral.

Bordas de cartilagem aparentes

Depois da remoção de uma giba, as cartilagens septal e laterais ficam com bordas livres. Se essas bordas não forem suavizadas ou protegidas, elas se tornam palpáveis e, com a retração da pele, visíveis.

Teto aberto não fechado

Ao retirar a corcova, abre-se um espaço entre os ossos nasais. Se as osteotomias não aproximam adequadamente esse teto, resta uma superfície plana e larga, com dois cantos vivos nas laterais.

V invertido

É a deformidade clássica da transição osso-cartilagem. Os ossos nasais colapsam para dentro ou ficam curtos, e as cartilagens laterais superiores sustentam a pele abaixo deles. O desenho que aparece na pele é a letra V de ponta para cima. Além do aspecto estético, há consequência funcional: a área corresponde à válvula nasal interna, e o colapso costuma vir acompanhado de obstrução respiratória. Por isso muitos casos exigem abordagem que combina estética e rinoplastia funcional.

Enxertos deslocados ou reabsorvidos

Enxertos de cartilagem usados para camuflar o dorso podem migrar, dobrar, empenar ou reabsorver de maneira desigual. Cartilagem picada sem envoltório tende a dar superfície granulosa. Enxertos de costela mal esculpidos podem gerar bordas retas em um dorso que deveria ser curvo.

Material estranho

Preenchedores permanentes, PMMA, silicone e fios no dorso produzem nódulos, contornos irregulares e reações inflamatórias tardias. O Dr. Sella não indica esses materiais no nariz, e a presença deles muda totalmente o planejamento de uma correção.

Como o diagnóstico é feito

A consulta de irregularidade de dorso costuma durar cerca de uma hora e inclui anamnese detalhada do histórico cirúrgico, exame externo e interno do nariz, palpação sistemática do dorso, fotografias padronizadas e, quando indicado, ultrassom nasal.

O ultrassom dermatológico de alta frequência é especialmente útil nessa situação. Ele mostra espessura real da pele em cada ponto do dorso, presença e localização de preenchedores, enxertos prévios e sua integração, fragmentos ósseos soltos e desalinhamentos de osteotomia. Essa informação muda a estratégia: um degrau sob pele de 1,5 mm exige solução diferente de um degrau sob pele espessa.

Opções de correção

CausaConduta habitualObservações
Edema e fibroseTempo, massagem orientada, eventual medicaçãoReavaliar após 12 meses
Espícula óssea isoladaLixamento ou raspagem, muitas vezes por via fechadaProcedimento mais limitado
Teto aberto, degrau lateralNovas osteotomias, preferencialmente ultrassônicasCorreção estrutural
V invertidoEnxertos spreader ou spreader flaps, reposicionamento ósseoTrata estética e válvula nasal
Dorso baixo ou escavadoEnxerto estruturado de septo, orelha ou costelaDepende do estoque de cartilagem
Enxerto deslocadoRemoção, reescultura ou trocaAvaliar com ultrassom antes
Superfície granulosa em pele finaCamuflagem com fáscia, perichondrio ou NanofatSuaviza o contorno

O instrumento piezoelétrico ampliou a precisão nessas correções. A rinoplastia ultrassônica permite lixar e cortar osso respeitando partes moles, o que é valioso em um dorso já operado, com tecido fibrosado e aderido. Em casos de dorso escavado ou com pouca cartilagem remanescente, o enxerto de costela pode ser necessário para reconstruir o teto nasal.

Quando a irregularidade é mínima e a pele é fina, a camuflagem com tecido autólogo costuma ser suficiente. A ideia é interpor uma camada que difunda a luz e esconda bordas, sem acrescentar volume relevante. Fáscia temporal, perichondrio e lipoenxertia com Nanofat são recursos usados com essa finalidade.

Quando operar de novo

A regra consagrada é aguardar pelo menos 12 meses antes de uma revisão, salvo situações específicas que exigem intervenção precoce. Esse prazo permite que o edema desapareça, que a fibrose amadureça e que o diagnóstico seja preciso. A literatura descreve taxas de revisão de 5 a 15 por cento em rinoplastia, incluindo retoques pequenos.

A rinoplastia secundária é tecnicamente mais exigente que a primária. Exige planejamento de onde buscar cartilagem, leitura correta do que foi feito antes e tempo cirúrgico maior. Nem toda irregularidade justifica uma nova anestesia geral, e parte dos casos é melhor conduzida com observação ou com procedimento limitado.

Como reduzir o risco desde a primeira cirurgia

A melhor forma de tratar irregularidade de dorso é preveni-la no planejamento inicial. Estratégias que o cirurgião considera:

  1. Preferir preservação de dorso quando indicado, mantendo o teto nasal íntegro em vez de removê-lo e reconstruí-lo
  2. Usar instrumento ultrassônico para cortes ósseos previsíveis
  3. Fechar o teto aberto de forma consistente quando a giba é removida
  4. Medir a espessura da pele no pré-operatório com ultrassom
  5. Proteger bordas de cartilagem com camuflagem desde a primeira cirurgia

O Dr. Sella publicou com colegas brasileiros artigos sobre indicações e limites da preservação de dorso em revistas indexadas, incluindo Facial Plastic Surgery Clinics of North America e Facial Plastic Surgery, disponíveis em publicações.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você sente ou vê uma irregularidade no dorso há mais de seis meses, se percebe sombra em V na raiz do nariz ou se a queixa estética vem junto com nariz entupido, vale uma avaliação específica. A consulta pode ser presencial em Maringá ou por teleconsulta inicial, formato usado com frequência por pacientes de outras cidades. Leve relatório cirúrgico, fotos antigas e exames que tenha. A indicação, os riscos e o plano são sempre individuais e definidos na consulta.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

Irregularidade no dorso após rinoplastia pode melhorar sozinha?

Sim, quando a causa é edema ou fibrose em organização. O dorso continua mudando até 6 a 12 meses, e até 18 meses em pele espessa ou em casos de revisão. Irregularidades ósseas ou de enxerto estabelecidas não desaparecem com o tempo.

O que é V invertido no nariz?

É uma sombra em forma de V na transição entre os ossos nasais e as cartilagens, que aparece quando os ossos colapsam ou ficam curtos. Além do aspecto estético, costuma estar associada a estreitamento da válvula nasal interna e obstrução respiratória.

Quanto tempo preciso esperar para corrigir o dorso?

A orientação habitual é aguardar pelo menos 12 meses após a cirurgia anterior. Esse prazo permite que o edema resolva e que o diagnóstico da causa seja preciso, salvo situações específicas que exigem intervenção mais precoce.

Dá para corrigir irregularidade de dorso com preenchimento?

Em casos muito selecionados, o ácido hialurônico guiado por ultrassom pode camuflar pequenas depressões de forma temporária. O Dr. Sella não indica preenchedores permanentes, PMMA, silicone ou fios no nariz, porque aumentam o risco de nódulos e complicações tardias.

A correção precisa de cirurgia aberta e enxerto de costela?

Depende da causa. Espículas ósseas isoladas podem ser tratadas por via fechada com lixamento. Já dorso escavado, V invertido importante ou falta de cartilagem remanescente podem exigir via aberta e enxertos de septo, orelha ou costela.

O ultrassom nasal ajuda no diagnóstico dessas irregularidades?

Sim. O ultrassom de alta frequência mostra espessura da pele, presença de preenchedores, posição e integração de enxertos prévios e desalinhamentos ósseos, informações que mudam a escolha da técnica de correção.

Não encontrou a sua dúvida?Perguntar no WhatsApp

Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella

Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

ConsultaAgendar