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Duas aulas em Istambul: preservação de dorso e rinoplastia secundária.

Entenda o que acontece em um congresso internacional de rinoplastia, por que Istambul virou ponto de encontro de cirurgiões do mundo todo e o que essa troca técnica significa para quem pensa em operar o nariz.

Publicado em 20 de julho de 2026Atualizado em 31 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella6 min de leitura

O All in One Rhinoplasty Congress é um encontro internacional dedicado exclusivamente à rinoplastia, realizado em Istambul, na Turquia. Na edição de 2025, o Dr. Guilherme Sella participou como professor convidado e ministrou duas aulas: uma sobre preservação de dorso e outra sobre rinoplastia secundária. São dois dos temas mais discutidos da especialidade hoje. O primeiro trata de preservar o dorso natural do nariz em vez de removê-lo e reconstruí-lo. O segundo trata de reoperações, quando um nariz já operado precisa de correção funcional ou estética. Convites como esse são feitos a cirurgiões com produção científica e casuística na área.

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Dr. Guilherme Sella · All in One Rhinoplasty Congress, Istambul 2025
Dr. Guilherme Sella

O que é o All in One Rhinoplasty Congress

É um congresso internacional voltado apenas para rinoplastia, realizado em Istambul. O formato reúne cirurgiões de vários países em aulas curtas, discussões de casos e análise de vídeos de cirurgia. A ideia por trás do nome é concentrar, em poucos dias, as principais linhas técnicas da especialidade em um mesmo palco.

Eventos assim não são abertos ao público. São dirigidos a médicos que já operam narizes e querem comparar sua técnica com a de colegas de outras escolas. Para o paciente, o valor está no que vem depois: o cirurgião volta com casos difíceis discutidos, com detalhes de instrumentação e com manobras que ele vai testar criteriosamente na própria prática.

As duas aulas do Dr. Sella em Istambul, 2025

Na edição de 2025, o Dr. Sella foi professor convidado e apresentou duas aulas.

  1. Preservação de dorso: como manter a estrutura natural do dorso nasal, reduzindo a altura por manobras na base do nariz em vez de remover a giba e reconstruir o teto aberto.
  2. Rinoplastia secundária: como abordar narizes já operados, com cicatriz interna, cartilagem ausente ou enfraquecida e, muitas vezes, obstrução respiratória associada.

A escolha dos temas não é aleatória. O cirurgião tem artigos indexados no PubMed justamente sobre indicações e ampliação de indicações da rinoplastia de preservação, publicados em periódicos de cirurgia plástica facial. A lista completa está em publicações.

Por que preservação de dorso virou tema central

Durante décadas, a rinoplastia clássica tratava a giba nasal removendo osso e cartilagem do dorso. Isso abre o chamado teto aberto, que depois precisa ser fechado com fraturas laterais e enxertos. A técnica funciona, mas exige reconstruir algo que era naturalmente estável.

Na rinoplastia de preservação, o dorso é abaixado em bloco, por manobras conhecidas como push down e let down, feitas na base óssea e no septo. O perfil desce sem que a linha natural do dorso seja desmontada. As vantagens discutidas na literatura incluem transições mais suaves no dorso e menor necessidade de enxertos de camuflagem em peles finas.

Não é técnica para todo nariz. Desvios importantes, dorsos muito irregulares e alguns narizes já operados pedem outra estratégia. Parte das aulas internacionais trata exatamente disso: definir limites, critérios de indicação e como converter a técnica durante a cirurgia quando o achado intraoperatório muda o plano.

O uso do instrumento piezoelétrico ampliou esse debate, porque permite esculpir e fraturar osso com controle maior. Esse ponto é detalhado em rinoplastia ultrassônica.

Rinoplastia secundária, o tema mais difícil do congresso

A rinoplastia secundária costuma ocupar os horários mais disputados de qualquer congresso da área. O motivo é simples: o cirurgião encontra um terreno alterado. A anatomia original já foi modificada, há fibrose, a pele responde de forma diferente e o suporte cartilaginoso pode estar comprometido.

Nesses casos, a discussão gira em torno de três pontos.

  • Diagnóstico preciso do que falta e do que sobra, incluindo a avaliação funcional das válvulas nasais.
  • Fonte de enxerto, com septo muitas vezes já utilizado, levando ao uso de cartilagem de orelha ou de costela.
  • Expectativa realista, já que a pele e a cicatriz prévia limitam o resultado possível.

A literatura descreve taxas de revisão em rinoplastia primária na faixa de 5% a 15%, e a reavaliação costuma ser feita apenas após doze meses, quando o edema já regrediu de forma significativa.

Por que a Turquia virou um polo de rinoplastia

Istambul concentra hoje um volume alto de cirurgias de nariz e um calendário intenso de cursos e congressos. Alguns fatores explicam isso: tradição local na especialidade, grupos cirúrgicos que operam com alto volume, forte produção de conteúdo didático em vídeo e uma rede de eventos que atrai professores de vários continentes.

Isso cria um ambiente de comparação direta entre escolas. A escola brasileira, por exemplo, tem contribuição reconhecida na preservação de dorso, tema de um capítulo escrito com participação do Dr. Sella em periódico norte-americano de cirurgia plástica facial. Levar essa experiência a Istambul faz parte desse intercâmbio.

Vale uma observação para o paciente: congresso não é turismo médico. Participar de um evento em outro país diz respeito à formação e à atualização do cirurgião, não a onde você deve operar.

O que cirurgiões realmente trocam nesses encontros

O que se discutePor que importa para o paciente
Critérios de indicação de cada técnicaEvita aplicar uma mesma receita em narizes diferentes
Vídeos de cirurgia passo a passoMostra manobras reais, incluindo imprevistos
Complicações e revisõesAprender com o que deu errado reduz repetição de erros
Instrumentação, como piezoelétricoAfeta precisão óssea e edema no pós-operatório
Resultados de longo prazoNariz é avaliado em anos, não em semanas
Planejamento por imagem e ultrassomMelhora a leitura da pele e de enxertos prévios

Esse último ponto é uma linha de trabalho própria do cirurgião, que usa ultrassom dermatológico no pré-operatório para avaliar espessura da pele, presença de preenchedores antigos, enxertos prévios e vascularização.

Como avaliar a formação de um cirurgião de nariz

Título de aula em congresso é um dado entre vários. Para quem está pesquisando, vale checar informações verificáveis.

  • Registro no CRM e RQE na especialidade, consultáveis no site do conselho.
  • Produção científica indexada, com DOI e nome do periódico.
  • Atividade de ensino contínua, como fellowship e cursos para médicos.
  • Participação como professor convidado em eventos nacionais e internacionais.

No caso do Dr. Sella, otorrinolaringologista com CRM-PR 33.018 e RQE 17.984, há doutorado concluído no HCFMRP-USP, oito artigos científicos, um capítulo de livro e convites como professor em mais de dez países. O histórico de eventos está reunido em palestras e congressos, e a atividade docente em ensino.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você pensa em rinoplastia primária, tem queixa respiratória associada ou já passou por uma cirurgia de nariz e não ficou satisfeito, o caminho é uma avaliação individual. A consulta dura cerca de uma hora e inclui exame interno do nariz, fotografias padronizadas, simulação digital e explicação da técnica proposta para o seu caso. O atendimento é feito em Maringá, e pacientes de outras cidades e do exterior costumam iniciar por teleconsulta, conforme descrito em pacientes de outras cidades. Indicação, riscos e plano cirúrgico são definidos apenas após essa avaliação.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-31.

Perguntas frequentes

O que é o All in One Rhinoplasty Congress?

É um congresso internacional dedicado exclusivamente à rinoplastia, realizado em Istambul, na Turquia. Reúne cirurgiões de vários países em aulas, discussões de casos e análise de vídeos cirúrgicos. É um evento voltado a médicos, não ao público geral.

Quais aulas o Dr. Sella apresentou em Istambul em 2025?

Ele ministrou duas aulas no All in One Rhinoplasty Congress de 2025. Uma sobre preservação de dorso e outra sobre rinoplastia secundária.

Por que a Turquia é considerada um polo de rinoplastia?

Istambul concentra grupos cirúrgicos com alto volume na especialidade, forte produção de conteúdo didático e um calendário intenso de cursos e congressos internacionais. Isso atrai professores e participantes de vários continentes.

Participar de congressos no exterior muda alguma coisa para o paciente?

Indiretamente, sim. O cirurgião compara sua técnica com a de outras escolas, discute complicações e revisões e atualiza critérios de indicação. Nada disso substitui a avaliação individual de cada caso em consulta.

O Dr. Sella publica sobre preservação de dorso?

Sim. Ele é coautor de artigos indexados no PubMed sobre indicações e ampliação de indicações da rinoplastia de preservação, publicados em periódicos de cirurgia plástica facial, além de um capítulo sobre a abordagem brasileira do dorso.

Preservação de dorso serve para qualquer nariz?

Não. Alguns desvios importantes, irregularidades acentuadas do dorso e determinados narizes já operados exigem outras estratégias. A técnica é definida caso a caso, após exame físico e planejamento por imagem.

Qual a diferença entre push down e let down na preservação de dorso?

Nas duas manobras o dorso é abaixado em bloco, sem remover a giba. No push down, a base óssea é mobilizada e o conjunto desce para dentro da abertura piriforme. No let down, retira-se uma faixa de osso na base lateral para que o dorso se acomode mais abaixo. A escolha depende da altura a ser reduzida e da anatomia óssea, e é definida pelo Dr. Sella na consulta e durante a cirurgia.

Rinoplastia secundária é mais difícil do que a primeira cirurgia?

Em geral sim, porque o nariz já operado tem cicatriz interna, cartilagem ausente ou enfraquecida e, muitas vezes, obstrução respiratória associada. Isso costuma exigir enxertos de septo, orelha ou costela e tempo cirúrgico maior do que uma rinoplastia primária. O planejamento depende do que foi feito antes e do que restou de estrutura, avaliado em consulta.

Quanto tempo preciso esperar depois de uma rinoplastia para fazer uma revisão?

A recomendação usual é aguardar pelo menos 12 meses, porque o edema e a cicatrização interna continuam mudando o resultado nesse período. Em pele espessa ou em narizes já operados, o resultado pode levar até 18 meses para se estabilizar. A literatura descreve taxas de revisão entre 5% e 15%. A decisão sobre reoperar é individual e tomada após avaliação presencial.

O curso em Istambul é aberto para pacientes assistirem?

Não. O All in One Rhinoplasty Congress é um evento científico dirigido a médicos que já operam narizes, com aulas, discussão de casos e análise de vídeos cirúrgicos. Pacientes interessados em avaliação devem marcar consulta em Maringá ou teleconsulta, conforme o caso.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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