Quatro aulas na EAFPS Istambul 2024.
Preservação de dorso, estruturação da ponta, relação alar-columelar e infecções em rinoplastia. Entenda o que cada um desses quatro temas apresentados na academia europeia significa para quem pensa em operar o nariz.
O Dr. Guilherme Sella participou como professor convidado do congresso da European Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery (EAFPS) em Istambul, em 2024, onde apresentou quatro aulas: preservação de dorso, estruturação da ponta nasal, relação alar-columelar e infecções em rinoplastia. São quatro assuntos que definem, respectivamente, o perfil do nariz, a definição da ponta, o desenho das narinas e a segurança do pós-operatório. Em 2025, voltou a lecionar na EAFPS, no congresso de Dublin, com duas aulas. A participação integra sua atividade docente como professor convidado em mais de dez países.

O que é a EAFPS e por que o congresso aconteceu em Istambul
A European Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery, conhecida pela sigla EAFPS, é a academia europeia que reúne cirurgiões dedicados à face. Seus congressos concentram boa parte da discussão técnica sobre rinoplastia feita no continente: cirurgias ao vivo, dissecção anatômica, debates entre escolas diferentes e aulas curtas sobre pontos específicos da técnica.
Istambul é hoje um dos polos mundiais de rinoplastia, com grande volume cirúrgico e cursos frequentes. Sediar o encontro europeu na cidade coloca lado a lado a escola turca, a europeia e convidados de outros continentes. Foi nesse ambiente que o Dr. Sella apresentou quatro aulas em 2024.
Para o paciente, o valor de um congresso como esse é indireto e concreto ao mesmo tempo: o que se discute ali volta para a sala de cirurgia em forma de decisões mais precisas.
As quatro aulas apresentadas em Istambul
Os quatro temas não foram escolhidos ao acaso. Eles cobrem a sequência lógica de uma rinoplastia moderna: o dorso, a ponta, a transição entre asa e columela e, por fim, a prevenção de complicações.
1. Preservação de dorso
A rinoplastia de preservação mantém o teto do nariz, aquela linha que você vê de perfil, e reduz a altura do dorso trabalhando na base, por manobras chamadas push down e let down. A giba desce em bloco, sem ser removida e reconstruída.
O que isso significa para quem vai operar: perfil com aspecto mais natural, menos irregularidades palpáveis no dorso com o passar dos anos e menor necessidade de enxertos para recobrir a área. A técnica tem indicação individual, avaliada caso a caso. O Dr. Sella publicou sobre o tema em revistas indexadas, incluindo artigos sobre ampliação de indicações da preservação de dorso e sobre a abordagem brasileira ao dorso, listados em publicações.
2. Estruturação da ponta nasal
A ponta é a parte do nariz que mais se move, mais sofre com a gravidade e mais depende de sustentação. A aula tratou de como dar estrutura às cartilagens da ponta com suturas e enxertos bem posicionados, de modo que a definição obtida na mesa cirúrgica se mantenha com o tempo.
Para o paciente, isso se traduz em três coisas: projeção estável, rotação adequada da ponta e respiração preservada. A rinoplastia estruturada e a preservação não competem entre si. Em muitos casos, o dorso é preservado e a ponta é estruturada na mesma cirurgia.
3. Relação alar-columelar
Este é o tema mais sutil dos quatro e um dos que mais incomoda quando passa despercebido. A relação alar-columelar é o desenho da transição entre a borda da narina e a columela, aquela coluna de pele entre as narinas. É o que define se, de perfil, o nariz mostra narina demais, narina de menos ou um contorno harmônico.
Pequenos desvios nessa área produzem queixas frequentes depois de uma rinoplastia: retração da asa, columela pendente, assimetria entre as narinas. Planejar essa relação desde o início reduz a chance de o paciente ficar incomodado com um detalhe que ele nem sabia nomear antes da cirurgia.
4. Infecções em rinoplastia
A quarta aula tratou de um assunto que raramente aparece nas redes sociais e que todo cirurgião precisa dominar: infecção após rinoplastia. É complicação incomum, com potencial de afetar o resultado quando há enxertos envolvidos. A discussão em congresso cobre reconhecimento precoce dos sinais, conduta, antibiótico adequado e o que fazer com enxertos em casos graves.
Para quem vai operar, a mensagem prática é simples. Siga as orientações do pós-operatório, mantenha contato com a equipe e relate qualquer sinal fora do esperado, como dor crescente, vermelhidão que aumenta ou febre persistente depois do segundo dia.
O que cada tema significa na prática
| Aula em Istambul | O que trata | O que o paciente percebe |
|---|---|---|
| Preservação de dorso | Manter o teto natural do nariz e baixar a giba pela base | Perfil com aparência natural e dorso regular ao toque |
| Estruturação da ponta | Sustentação das cartilagens com suturas e enxertos | Definição que se mantém e respiração preservada |
| Relação alar-columelar | Desenho da transição entre narina e columela | Narinas harmônicas de perfil, sem retração ou exposição |
| Infecções em rinoplastia | Prevenção, diagnóstico precoce e conduta | Pós-operatório acompanhado de perto e menos surpresas |
Por que a academia europeia convida cirurgiões brasileiros
O Brasil tem tradição longa em cirurgia plástica, com uma escola reconhecida internacionalmente desde a época de Ivo Pitanguy, e está entre os países de maior volume de procedimentos estéticos do mundo segundo levantamentos da ISAPS. Volume alto gera experiência, e experiência gera técnica própria.
Na rinoplastia, há ainda um fator anatômico. O nariz brasileiro é diverso: peles de espessuras muito diferentes, cartilagens mais frágeis em alguns grupos, bases alares mais largas em outros. Resolver essa variedade exige adaptar técnicas europeias e americanas à realidade local. Foi exatamente isso que a chamada abordagem brasileira ao dorso levou à literatura internacional, em capítulo publicado em periódico de cirurgia plástica facial com participação do Dr. Sella.
A presença brasileira em congressos como o da EAFPS segue essa lógica de troca. Em 2025, o Dr. Sella voltou a lecionar na academia europeia, no congresso de Dublin, com duas aulas. A agenda completa está em palestras e congressos.
O que a atividade acadêmica muda no consultório
Um cirurgião que ensina precisa justificar cada passo que dá. Isso tem efeito direto sobre o planejamento de quem senta na cadeira do consultório em Maringá.
- O planejamento é explicado tecnicamente, com nome e motivo de cada manobra.
- A escolha entre preservar o dorso e abrir o dorso é discutida, não automática.
- Recursos como a rinoplastia ultrassônica e o ultrassom dermatológico pré-operatório entram quando acrescentam informação útil.
- Casos de rinoplastia secundária são analisados com a mesma lógica de prevenção discutida nas aulas sobre infecção e sobre enxertos.
Como um paciente pode verificar formação e atividade científica
Você não precisa acreditar em adjetivos. Existem formas objetivas de conferir o currículo de um cirurgião:
- Consulte o número de RQE no site do Conselho Regional de Medicina do estado. O Dr. Sella tem CRM-PR 33.018 e RQE 17.984 em Otorrinolaringologia.
- Busque o nome do médico no PubMed e veja se há artigos indexados.
- Verifique vínculos com sociedades de especialidade, como ABORL-CCF e ABCPF.
- Procure o programa oficial dos congressos citados e confira se o nome consta entre os palestrantes.
O perfil completo de formação, com residência e doutorado no HCFMRP-USP e fellowship em rinoplastia estruturada na Austrália, está em Dr. Guilherme Sella.
Quando procurar o Dr. Sella
Se você pensa em rinoplastia, primária ou de revisão, ou convive com queixa respiratória associada ao formato do nariz, o caminho é uma consulta de cerca de uma hora, com exame interno do nariz, fotografias padronizadas e simulação digital. Pacientes de outras cidades e do exterior começam por teleconsulta e organizam a viagem com a equipe, como explicado em pacientes de outras cidades. Indicação, técnica e riscos são sempre individuais e definidos na avaliação presencial.
Perguntas frequentes
Quantas aulas o Dr. Sella apresentou na EAFPS em Istambul em 2024?
Foram quatro aulas, sobre preservação de dorso, estruturação da ponta nasal, relação alar-columelar e infecções em rinoplastia.
O que é a EAFPS?
É a European Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery, academia europeia dedicada à cirurgia plástica e reconstrutiva da face. Seus congressos reúnem aulas, debates técnicos, cirurgias ao vivo e dissecção anatômica.
O Dr. Sella participou de outros congressos da EAFPS?
Sim. Em 2025 ele apresentou duas aulas no congresso da EAFPS realizado em Dublin. A lista de participações está na página de palestras e congressos.
Por que a relação alar-columelar é um tema importante para o paciente?
Porque ela define o contorno entre a narina e a columela visto de perfil. Pequenos desvios nessa área geram queixas comuns depois da rinoplastia, como retração da asa ou columela pendente.
Participar de congressos internacionais garante um resultado melhor na cirurgia?
Não existe garantia de resultado em cirurgia. A atividade acadêmica indica atualização e exposição a diferentes escolas técnicas, enquanto indicação, plano e riscos continuam sendo individuais e definidos em consulta.
Como verificar se um cirurgião realmente lecionou em um congresso?
Procure o programa oficial do evento, confira o registro no CRM com o número de RQE e busque o nome do médico em bases científicas como o PubMed.
Preservação de dorso e rinoplastia estruturada são técnicas opostas?
Não são excludentes. Em muitos casos o dorso é preservado com manobras de push down ou let down e a ponta é estruturada com suturas e enxertos no mesmo procedimento. A escolha depende da anatomia do seu nariz, da espessura da pele e do objetivo combinado, e isso é definido na consulta.
Por que uma aula sobre infecções em rinoplastia é relevante para quem vai operar?
Infecção é uma complicação pouco frequente, mas que pode comprometer enxertos e o resultado final. Discutir prevenção, reconhecimento precoce e conduta ajuda a padronizar cuidados antes, durante e depois da cirurgia. Na prática, isso aparece no preparo pré-operatório, na técnica e nas orientações de pós-operatório que você recebe.
O que significa estruturar a ponta do nariz?
Significa dar sustentação às cartilagens da ponta com suturas e enxertos posicionados de forma planejada. O objetivo é que a projeção e a rotação obtidas na cirurgia se mantenham ao longo dos anos, sem prejudicar a respiração. A necessidade e o tipo de enxerto variam conforme cada nariz.
Onde o Dr. Sella atende e dá aulas no Brasil?
O atendimento de pacientes acontece na Clínica Renassance, em Maringá, no Paraná, com consulta presencial ou teleconsulta inicial para quem mora longe. A atividade de ensino para médicos é feita pelo Sella Learning Center, com fellowship anual, mentorias e cursos. Pacientes de outros estados e do exterior são atendidos regularmente, com equipe que fala português, inglês e espanhol.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

