Oito aulas e uma cirurgia ao vivo na Venezuela.
Congressos de rinoplastia reúnem cirurgiões para discutir técnica em tempo real. Entenda o que significa operar ao vivo diante de uma plateia médica e quais cuidados cercam o paciente que participa.
O VII Triológico Venezolano foi um congresso médico realizado na Venezuela em 2025, no qual o Dr. Guilherme Sella ministrou oito aulas e conduziu uma cirurgia ao vivo transmitida para a plateia de cirurgiões. Cirurgia ao vivo é uma operação real, feita em centro cirúrgico, com equipe completa, anestesista e consentimento específico do paciente, transmitida em vídeo com finalidade de ensino. O paciente é avaliado e selecionado antes, e a conduta segura prevalece sobre qualquer interesse didático. É por esse caminho que técnicas como a preservação de dorso se espalham entre serviços de diferentes países.

O que foi o VII Triológico Venezolano 2025
O Triológico Venezolano é um congresso médico que reúne especialidades relacionadas à cabeça e pescoço, com forte presença de otorrinolaringologia e cirurgia plástica facial. Na sétima edição, realizada em 2025, o Dr. Sella participou como professor convidado com oito aulas e uma cirurgia ao vivo.
Foi uma das várias atividades internacionais do ano. Em 2025, o cirurgião também apresentou trabalhos no congresso da EAFPS em Dublin, no FESORMEX no México, no primeiro congresso da Sociedade Argentina de Rinoplastia e em cursos no Peru. A agenda completa está em palestras e congressos.
Para o paciente, esse tipo de informação tem um valor prático simples. Quando um cirurgião é convidado a ensinar fora do país, significa que colegas de outros serviços querem ver como ele opera e discutir os resultados dele em público.
Oito aulas sobre o quê
O repertório de aulas do Dr. Sella em congressos internacionais gira em torno dos temas que ele estuda e publica. Os principais são:
- Preservação de dorso, técnica em que o dorso nasal é rebaixado sem ser removido e reconstruído, assunto de artigos dele indexados no PubMed.
- Rinoplastia ultrassônica, com uso de instrumento piezoelétrico para trabalhar o osso com menos trauma nos tecidos moles.
- Estruturação da ponta nasal e enxertos de cartilagem.
- Rinoplastia secundária, quando é necessário operar um nariz já operado.
- Complicações e como evitá-las, incluindo infecções e problemas ligados a preenchedores no nariz.
- Ultrassom nasal no planejamento, tema do artigo "The Role of Ultrasound in Rhinoplasty", publicado em 2025.
Você encontra as referências completas em publicações.
O que é uma cirurgia ao vivo em congresso
Cirurgia ao vivo é uma operação real, em um paciente real, realizada em centro cirúrgico de hospital, com a imagem transmitida por vídeo para o auditório do congresso. O cirurgião opera e, ao mesmo tempo, explica cada passo. Um moderador na plateia faz perguntas e organiza a discussão.
Não é demonstração encenada nem simulação. É a mesma cirurgia que o paciente faria de qualquer forma, com a diferença de que há câmeras e narração. Em cursos como a Preservation Week, realizada em Maringá, o formato é o mesmo, com cirurgias acompanhadas por um grupo pequeno de médicos.
Como o paciente é protegido
Essa é a pergunta mais importante, e ela tem resposta objetiva. A transmissão nunca pode mudar a conduta cirúrgica.
| Elemento | Como funciona na cirurgia ao vivo |
|---|---|
| Consentimento | Específico e por escrito, separado do consentimento cirúrgico comum, autorizando a transmissão e o uso de imagem |
| Seleção do caso | Casos adequados ao tempo e à estrutura disponíveis; casos complexos demais ou instáveis não entram |
| Equipe | Equipe cirúrgica completa, anestesista e enfermagem do hospital, como em qualquer cirurgia |
| Local | Centro cirúrgico hospitalar com suporte para intercorrências |
| Privacidade | Rosto e dados identificáveis preservados conforme a autorização do paciente |
| Prioridade | Se algo exigir atenção, a transmissão é interrompida e a cirurgia segue sem plateia |
| Pós-operatório | Acompanhamento normal, com retornos programados pela equipe local |
O paciente também pode recusar. A participação é voluntária e a recusa não altera em nada o atendimento.
O que os cirurgiões aprendem assistindo
Aula teórica mostra o conceito. Cirurgia ao vivo mostra a execução. São coisas diferentes.
Assistindo, um cirurgião vê:
- Como o cirurgião posiciona as mãos e os instrumentos em cada manobra.
- Quanto tecido é realmente removido ou preservado, algo difícil de transmitir em slides.
- Como se lida com um imprevisto anatômico no momento em que ele aparece.
- A sequência de decisões, ou seja, por que uma manobra vem antes da outra.
- Como o cirurgião confere o resultado intraoperatório, incluindo o uso de instrumentos de medida.
Esse é o mesmo raciocínio por trás do fellowship anual e da mentoria semanal conduzidos em Maringá desde 2021 e 2022, em que médicos brasileiros e estrangeiros acompanham cirurgias e consultórios.
Por que isso interessa a quem vai operar o nariz
Um paciente não precisa entender técnica cirúrgica para avaliar um cirurgião. Mas alguns sinais ajudam.
Quem opera ao vivo expõe o próprio trabalho à crítica de colegas que conhecem o assunto. Quem ensina precisa justificar cada escolha. Quem publica em revistas indexadas submete o raciocínio à revisão por pares. O Dr. Sella tem doutorado concluído no HCFMRP-USP em 2018, oito artigos científicos, um capítulo de livro e artigos sobre preservação de dorso publicados em periódicos internacionais.
Isso descreve trajetória e método de trabalho. Não antecipa o seu resultado. Cada nariz tem pele, cartilagem, osso e função respiratória próprios, e a indicação é definida individualmente na consulta.
Congresso, ensino e prática clínica
A atividade de ensino acontece em paralelo ao consultório e ao centro cirúrgico em Maringá. O cirurgião mantém agenda regular de atendimento e opera no Saine Health Complex, hospital com UTI e intensivistas 24 horas.
Pacientes de outras cidades e do exterior são atendidos com teleconsulta inicial e planejamento de viagem, conforme explicado em pacientes de outras cidades. A equipe atende em português, inglês e espanhol.
Se você quer entender a cirurgia em si antes de qualquer decisão, comece pela página de rinoplastia e pelas perguntas frequentes.
Quando procurar o Dr. Sella
Procure uma avaliação se você pensa em cirurgia nasal estética, tem dificuldade para respirar pelo nariz, já operou o nariz antes e não ficou satisfeito, ou quer apenas entender quais são as opções no seu caso.
A consulta dura cerca de uma hora e inclui anamnese, exame físico com avaliação interna do nariz, fotografias padronizadas, simulação digital e explicação da técnica proposta. Riscos, limites e cronograma de recuperação são discutidos nesse momento. Fale com a equipe pelo contato.
Perguntas frequentes
O que é o Triológico Venezolano?
É um congresso médico realizado na Venezuela que reúne especialidades ligadas à cabeça e pescoço, com forte participação de otorrinolaringologia e cirurgia plástica facial. A sétima edição ocorreu em 2025.
O que o Dr. Sella fez no VII Triológico Venezolano 2025?
Ele participou como professor convidado, ministrou oito aulas e realizou uma cirurgia ao vivo transmitida para a plateia de cirurgiões.
Cirurgia ao vivo é mais arriscada para o paciente?
A cirurgia é a mesma que seria feita sem transmissão, em centro cirúrgico hospitalar, com equipe completa e anestesista. A transmissão não pode alterar a conduta, e é interrompida se a situação exigir atenção total da equipe.
O paciente precisa autorizar a transmissão?
Sim. Há consentimento específico por escrito, separado do consentimento cirúrgico comum, e a participação é sempre voluntária. Recusar não muda o atendimento.
Por que cirurgiões assistem a cirurgias ao vivo se já existem vídeos editados?
Porque o vídeo ao vivo mostra decisões em tempo real, incluindo imprevistos anatômicos e a sequência das manobras, que raramente aparecem em material editado.
Isso significa que o resultado da minha cirurgia será igual ao mostrado?
Não. Cada nariz tem anatomia, espessura de pele e função respiratória próprias. A indicação, os limites e os riscos são avaliados individualmente em consulta.
Quem escolhe o paciente operado em uma cirurgia ao vivo de congresso?
A seleção é feita pelo cirurgião junto com a equipe local, antes do evento, com avaliação clínica e exames do paciente. São escolhidos casos em que a cirurgia já estava indicada e cuja complexidade é compatível com o tempo e a estrutura disponíveis. Se qualquer condição não for segura, a transmissão é cancelada e o paciente é operado normalmente fora do congresso.
A cirurgia demora mais quando é transmitida ao vivo?
Pode demorar um pouco mais, porque o cirurgião narra os passos e responde a perguntas do moderador. Isso é previsto no planejamento anestésico e não muda a técnica usada. Em qualquer situação, a conduta segura tem prioridade sobre a narração e a discussão com a plateia.
Qual a diferença entre uma aula de congresso e um curso prático como a Preservation Week?
Em um congresso, o professor apresenta aulas para um auditório grande e, às vezes, faz uma cirurgia transmitida ao vivo. Em um curso prático como a Preservation Week, realizada em Maringá, o grupo é pequeno, com cirurgias acompanhadas de perto e dissecção em modelo anatômico. Os dois formatos se complementam na formação do cirurgião.
Como eu, como paciente, posso verificar a formação e os títulos de um cirurgião?
O registro e o título de especialista com RQE podem ser consultados no site do Conselho Regional de Medicina. Publicações científicas podem ser conferidas em bases como o PubMed, e a participação em congressos costuma estar nos programas oficiais dos eventos. O Dr. Sella tem CRM-PR 33.018 e RQE 17.984 em Otorrinolaringologia.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

