Prótese de queixo ou avanço ósseo: como escolher.
Duas cirurgias diferentes resolvem o mesmo incômodo: o queixo que parece curto. Entenda o que cada uma faz no osso e nos tecidos, o que é reversível e quanto tempo leva a recuperação.
A prótese de queixo é um implante sólido, geralmente de silicone, posicionado sobre o osso do mento para aumentar projeção. O avanço ósseo, chamado de mentoplastia de avanço ou genioplastia, corta e reposiciona o próprio osso, fixado com placas e parafusos. A prótese é mais simples, costuma ser feita sob anestesia local com sedação e é reversível. O avanço ósseo permite corrigir altura, desvios e recuos maiores, com resultado definitivo. O Dr. Guilherme Sella define a indicação em consulta, após exame físico, fotografias padronizadas e análise do perfil completo, incluindo nariz e pescoço.

O que incomoda no queixo curto
O queixo é o ponto final do perfil. Quando ele é pouco projetado, três coisas acontecem ao mesmo tempo: o nariz parece maior, o lábio inferior parece mais caído e o contorno do pescoço perde definição, mesmo em pessoas magras.
Por isso, muita gente procura a clínica achando que o problema é o nariz ou a papada, e descobre no exame que parte importante da queixa vem do mento. A mentoplastia existe para tratar esse componente ósseo do perfil, com duas estratégias principais.
Prótese de queixo: o que é e o que faz
A prótese de mento é um implante pré-fabricado, em geral de silicone sólido, disponível em diferentes formatos e espessuras. Ela é colocada sobre o osso, por uma incisão pequena, e fixada em posição para não migrar.
O que a prótese resolve bem:
- aumento de projeção anterior, ou seja, trazer o queixo para a frente;
- discreto alargamento ou arredondamento do contorno, dependendo do modelo;
- casos em que a mordida está adequada e o único déficit é de volume.
O que a prótese não resolve:
- queixo muito longo ou muito curto no sentido vertical;
- desvios laterais do mento;
- recuos grandes, que exigiriam um implante exagerado;
- problemas de mordida, que são território da cirurgia ortognática.
Avanço ósseo: o que é e o que faz
No avanço ósseo, o cirurgião faz um corte horizontal controlado no osso do mento, desloca esse segmento para a posição planejada e fixa com placas e parafusos de titânio. O osso é o seu próprio osso. Não há material estranho volumoso, apenas o material de fixação.
Essa técnica permite movimentos em mais de uma direção. Dá para avançar, recuar, reduzir altura, alongar discretamente, corrigir assimetrias e centralizar o mento. É a escolha natural quando o problema não é só falta de volume.
Comparação direta entre as duas técnicas
| Item | Prótese de queixo | Avanço ósseo |
|---|---|---|
| Princípio | Implante sobre o osso | Corte e reposicionamento do próprio osso |
| Correção de projeção | Boa, em déficits leves e moderados | Boa, inclusive em déficits maiores |
| Correção de altura e assimetria | Limitada | Possível |
| Anestesia | Local com sedação na maioria dos casos | Geral ou sedação profunda, conforme o caso |
| Tempo cirúrgico | Mais curto | Mais longo |
| Material permanente | Sim, o implante | Placas e parafusos de fixação |
| Reversibilidade | Alta, o implante pode ser retirado ou trocado | Baixa, exige nova cirurgia óssea |
| Recuperação social | Geralmente mais rápida | Geralmente um pouco mais longa |
| Combinação com rinoplastia | Frequente | Possível, com planejamento |
Nenhuma das duas é superior em todas as situações. A pergunta correta não é qual técnica é melhor, e sim qual delas corrige o que o seu perfil precisa.
Reversibilidade: o que dá para desfazer
Esse é um ponto que pesa muito na decisão de quem está inseguro.
A prótese é reversível. Se o paciente não se adapta ao resultado, se o volume ficou além do desejado ou se ocorre alguma complicação tardia, o implante pode ser retirado ou substituído por outro modelo, por uma cirurgia menor que a inicial. Os tecidos tendem a se reacomodar, embora possa restar alguma alteração do envelope de partes moles em próteses muito grandes ou de longa data.
O avanço ósseo é praticamente definitivo. Depois que o osso consolida na nova posição, mudar significa operar o osso de novo. Em compensação, o resultado não depende de um material implantado e não existe risco de extrusão ou de reabsorção óssea sob um implante.
Quem tem perfil mais cauteloso costuma se identificar com a prótese. Quem tem uma deformidade estrutural mais evidente ganha mais com o osso, mesmo abrindo mão da reversibilidade.
Como é a cirurgia e a anestesia
Procedimentos de mentoplastia com prótese podem ser realizados sob anestesia local com sedação, inclusive no centro cirúrgico da própria clínica, conforme avaliação individual. O avanço ósseo costuma exigir ambiente hospitalar e anestesia geral ou sedação profunda, com internação curta.
Quando a mentoplastia é combinada com rinoplastia, cervicoplastia deep neck ou outros procedimentos de cirurgia facial, o planejamento anestésico segue o procedimento maior. Combinar cirurgias no mesmo tempo anestésico é comum e costuma ser vantajoso para o paciente, desde que a avaliação pré-operatória permita.
A incisão pode ser feita por dentro da boca, no sulco entre o lábio e a gengiva, ou por via externa submentual, escondida na dobra abaixo do queixo. Cada via tem vantagens, e a escolha depende do caso e do procedimento combinado.
Recuperação: o que esperar nas primeiras semanas
As duas técnicas compartilham boa parte do pós-operatório.
- Primeiras 72 horas. Inchaço maior, uso de gelo, cabeceira elevada e dieta macia e fria. Desconforto costuma ser controlado com medicação simples.
- Primeira semana. Curativo ou faixa elástica de contenção no mento, conforme orientação. Higiene oral reforçada quando a incisão é intraoral. Edema ainda evidente.
- Duas semanas. Retirada de pontos quando necessário. A maioria das pessoas já se sente apresentável para a rotina, com inchaço residual.
- Um mês. Liberação progressiva de atividade física, conforme a avaliação. Dieta normalizada.
- Três a seis meses. O contorno se define. O resultado final do mento acompanha o desaparecimento lento do edema profundo.
A dormência temporária do lábio inferior e da pele do queixo é frequente, porque o nervo mentual passa perto da área operada. Na maioria dos casos ela regride em semanas a poucos meses. Alterações permanentes de sensibilidade são incomuns, mas fazem parte dos riscos que precisam ser explicados antes.
Riscos que precisam ser conversados antes
Toda cirurgia tem riscos. Na mentoplastia com prótese, os principais são infecção do implante, deslocamento, assimetria, extrusão e reabsorção óssea sob o implante ao longo dos anos. No avanço ósseo, os principais são assimetria, alteração sensitiva, problemas de fixação e, raramente, necessidade de reintervenção.
Em ambos, a satisfação depende de um planejamento honesto. Fotografias padronizadas, análise do perfil em repouso e em sorriso, avaliação da mordida e do pescoço fazem parte da decisão. Em alguns casos, a avaliação com ultrassom dermatológico ajuda a identificar preenchedores prévios na região do mento, algo cada vez mais comum e que muda a conduta.
Quem costuma precisar de avaliação ortodôntica
Quando existe má oclusão relevante, mordida cruzada ou grande discrepância entre maxila e mandíbula, nenhuma das duas técnicas resolve o problema de base. Nesses casos, a conversa envolve ortodontista e cirurgia ortognática, e a mentoplastia pode entrar como complemento no final do tratamento. Essa triagem é feita na avaliação inicial.
Quando procurar o Dr. Sella
Se você olha seu perfil e sente que o queixo não acompanha o restante do rosto, vale uma avaliação específica, antes de decidir por implante ou osso. Na consulta, o exame inclui análise do perfil, fotografias padronizadas e discussão das duas técnicas aplicadas ao seu caso.
O atendimento é presencial em Maringá, com teleconsulta inicial disponível para pacientes de outras cidades. A indicação, os riscos e o plano cirúrgico são sempre individuais e definidos após essa avaliação.
Perguntas frequentes
A prótese de queixo precisa ser trocada depois de alguns anos?
Não existe prazo de validade definido para o implante de mento. Ele só é trocado ou retirado se houver infecção, deslocamento, insatisfação com o volume ou alguma complicação tardia. O acompanhamento periódico é recomendado.
A prótese de queixo é visível ou dá para sentir pela pele?
Quando bem dimensionada e posicionada, a prótese não é visível e fica recoberta pelos tecidos. Em pacientes muito magros ou com implantes grandes, as bordas podem ser percebidas à palpação. Isso é discutido na escolha do modelo.
O avanço ósseo do queixo muda a mordida?
Não. O avanço ósseo do mento desloca apenas o segmento inferior do osso e não altera a oclusão. Quando a mordida é o problema, a indicação passa a ser cirurgia ortognática, com avaliação conjunta do ortodontista.
Dá para fazer mentoplastia junto com rinoplastia?
Sim, é uma combinação frequente, porque queixo e nariz definem juntos o perfil. A viabilidade depende do tempo cirúrgico total e da avaliação pré-operatória, e é definida em consulta.
Quanto tempo leva para voltar ao trabalho?
A maioria das pessoas retoma atividades leves em cerca de uma a duas semanas, com inchaço residual. Atividade física e exposição solar seguem orientação específica, e o contorno final se define ao longo de três a seis meses.
Preenchimento com ácido hialurônico substitui a mentoplastia?
O preenchedor pode melhorar déficits muito discretos de forma temporária, mas não corrige recuos importantes nem altera altura e assimetrias do osso. A escolha entre preenchimento e cirurgia depende da avaliação individual.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

