Nanofat: gordura com ação regenerativa na pele.
Não é preenchimento de volume. É um enxerto celular que trabalha a qualidade da pele, as olheiras escuras e as texturas finas do rosto, quase sempre associado a outro procedimento no mesmo tempo cirúrgico.
Nanofat é a sua própria gordura aspirada em pequena quantidade, filtrada e emulsificada até virar um líquido fino, sem células de gordura intactas. O que sobra é a fração vascular estromal, rica em células regenerativas e fatores de crescimento. Por isso o Nanofat não aumenta volume: ele é usado para melhorar qualidade de pele, olheiras escuras, rugas finas e cicatrizes, aplicado de forma superficial com microcânulas ou microagulhamento. Na prática do Dr. Guilherme Sella, costuma ser associado a lipoenxertia convencional, blefaroplastia, facelift ou laser de CO2, no mesmo tempo cirúrgico.

O que é Nanofat, em termos simples
Nanofat é uma forma de processar a gordura do próprio paciente. Uma pequena quantidade é aspirada com cânula fina, em geral do abdome, do flanco ou da face interna da coxa. Essa gordura passa por lavagem, filtragem e por uma emulsificação mecânica, sendo empurrada várias vezes entre seringas através de conectores estreitos.
O resultado é um líquido fino e homogêneo. Nesse processo, as células de gordura maduras são rompidas de propósito. O que permanece é a chamada fração vascular estromal, um conjunto de células estromais, pericitos, células endoteliais e fatores de crescimento ligados à matriz extracelular.
Isso muda completamente a finalidade do enxerto. Gordura inteira preenche. Nanofat não preenche. Ele é usado como estímulo biológico sobre a pele e sobre tecidos cicatriciais.
Regra prática: se o objetivo é volume, a indicação é lipoenxertia convencional. Se o objetivo é qualidade de pele, cor e textura, entra o Nanofat.
Nanofat, microfat e lipoenxertia: qual a diferença
Os três vêm da mesma gordura, mas são processados e aplicados de formas diferentes. Entender isso evita expectativa errada.
| Característica | Lipoenxertia convencional | Microfat | Nanofat |
|---|---|---|---|
| Tamanho das partículas | Maior | Intermediário | Emulsificado, sem adipócitos íntegros |
| Objetivo principal | Volume e estrutura | Volume fino e contorno | Qualidade de pele e regeneração |
| Onde é aplicado | Planos profundos | Plano intermediário | Derme e subderme |
| Resultado esperado | Projeção e preenchimento | Suavização de sulcos | Textura, cor, brilho, cicatrizes |
| Tempo para aparecer | Semanas | Semanas | Meses, de forma progressiva |
Na maioria das cirurgias faciais, essas técnicas são combinadas. O cirurgião usa gordura mais estruturada para repor volume em têmporas, malar e sulcos profundos, e reserva o Nanofat para as áreas de pele fina onde volume seria um erro. Você encontra mais detalhes na página de lipoenxertia e Nanofat.
Para que serve o Nanofat na face
As indicações mais frequentes são:
- Olheiras escuras, principalmente as de componente pigmentar e vascular, onde a pele muito fina deixa transparecer o plano profundo.
- Rugas finas periorbitais e perioral, o código de barras ao redor da boca e as linhas da pálpebra inferior.
- Pele com fotoenvelhecimento, sem viço, com textura irregular após anos de sol.
- Cicatrizes de acne atróficas e cicatrizes cirúrgicas aderidas.
- Áreas de fibrose ou retração após cirurgias prévias, inclusive em pálpebra inferior.
- Pescoço e colo com pele fina e crepada, geralmente associado a outro procedimento.
O Nanofat também é usado em superfícies onde o enxerto de volume seria visível ou formaria nódulos. A pele da pálpebra inferior é o exemplo clássico. Ali, excesso de gordura produz irregularidades difíceis de corrigir.
Nanofat e olheiras: o que realmente melhora
Olheira não é uma coisa só. Pode ser sombra por perda de volume, pode ser pigmentação, pode ser pele fina com vasos aparentes, pode ser flacidez de pálpebra inferior, pode ser a soma de tudo isso.
O Nanofat atua sobre o componente de pele e de pigmento. Ele melhora espessura dérmica, aumenta vascularização local e tende a clarear a região ao longo de meses. Não corrige sulco profundo por falta de volume, não levanta pálpebra flácida, não resolve bolsas de gordura herniadas.
Quando o problema principal é bolsa e excesso de pele, a conduta é cirúrgica e passa pela blefaroplastia. Nesses casos, o Nanofat entra como complemento no mesmo tempo cirúrgico, tratando a textura e a cor depois que a anatomia foi corrigida.
A avaliação da espessura da pele e dos planos ajuda muito nessa decisão. Na clínica, o ultrassom dermatológico de alta frequência permite medir espessura, identificar preenchedores antigos e avaliar vascularização antes de planejar enxertos superficiais.
Combinação com laser de CO2 e outros procedimentos
Nanofat raramente é feito sozinho. Ele é um complemento biológico de outros procedimentos.
As combinações mais comuns são:
- Nanofat com laser de CO2 fracionado. O laser remodela a superfície e estimula colágeno. O Nanofat trabalha o suporte celular da derme. A associação costuma ser feita no mesmo ato, com aplicação do Nanofat sobre a pele tratada ou por microcânula. Veja mais em laser de CO2.
- Nanofat com facelift deep plane. O lifting reposiciona tecidos e corrige flacidez. Nenhum lifting muda a qualidade da pele. O Nanofat soma nesse ponto, como explicado na página de facelift deep plane.
- Nanofat com blefaroplastia. Para a região da pálpebra inferior e para a transição com a bochecha.
- Nanofat com lipoenxertia convencional. Volume profundo e regeneração superficial no mesmo planejamento.
O que o Nanofat não faz: não substitui cirurgia, não tira flacidez, não corrige ptose, não dá projeção óssea.
Como é feito e como é a recuperação
O procedimento pode ser realizado sob anestesia local com sedação leve, isolado ou dentro de uma cirurgia maior sob anestesia geral. A coleta de gordura exige pequenas incisões de poucos milímetros na área doadora, geralmente escondidas.
O que esperar depois:
- Inchaço na face por alguns dias, mais evidente nas primeiras 48 a 72 horas.
- Equimose possível na área tratada e na área doadora.
- Pequena sensibilidade no local da lipoaspiração por uma a duas semanas.
- Retorno às atividades sociais em geral rápido quando o Nanofat é isolado, e dependente da cirurgia principal quando associado.
- Proteção solar rigorosa, com FPS 30 ou maior, especialmente se houve laser.
O resultado do Nanofat é progressivo. As mudanças de textura e cor aparecem ao longo de semanas a meses, porque dependem de resposta celular e de produção de colágeno. Não é um efeito de preenchimento imediato. Em alguns casos o procedimento é repetido, e essa decisão é tomada na reavaliação, não antes.
Quem não é bom candidato
Alguns fatores pesam contra ou exigem cautela:
- Pacientes muito magros, com área doadora insuficiente.
- Tabagismo ativo, que compromete cicatrização e sobrevida do enxerto.
- Doenças autoimunes em atividade ou alterações de coagulação não controladas.
- Expectativa de volume ou de efeito imediato.
- Infecção ativa na área a ser tratada.
A presença de preenchedores permanentes prévios também muda o planejamento. Por isso o exame de imagem da pele antes do procedimento tem valor prático.
O papel do Nanofat dentro de um plano facial
Pele, volume e flacidez são três problemas diferentes. Tratar um ignorando os outros produz resultado desequilibrado. O Nanofat é uma ferramenta para o item pele, dentro de um plano maior que pode incluir cirurgia, laser e reposição de volume.
Formado em otorrinolaringologia pelo HCFMRP-USP e com doutorado em Morfofisiologia de Estruturas Faciais na mesma instituição, o Dr. Sella trabalha a face de forma integrada. A lógica é a mesma aplicada em cirurgia facial: definir o que incomoda, examinar o que explica aquilo e escolher a técnica que resolve a causa.
Quando procurar o Dr. Sella
Se o seu incômodo é olheira escura, textura irregular, cicatriz de acne ou pele sem viço, vale uma avaliação presencial em Maringá ou teleconsulta inicial para pacientes de outras cidades. Na consulta, são feitos exame físico, fotografias padronizadas e, quando indicado, ultrassom da pele, para definir se o Nanofat entra sozinho, associado a laser ou dentro de uma cirurgia. Indicação, riscos e plano são sempre individuais. Para agendar, veja a página de contato.
Perguntas frequentes
Nanofat aumenta volume no rosto?
Não. Na emulsificação, as células de gordura maduras são rompidas de propósito, restando a fração celular regenerativa. Quando há necessidade de volume, usa-se lipoenxertia convencional no mesmo tempo cirúrgico.
Em quanto tempo o resultado do Nanofat aparece?
O efeito é progressivo e depende de resposta celular e de produção de colágeno. As mudanças de textura e cor costumam ser percebidas ao longo de semanas a meses, não imediatamente.
Nanofat resolve olheiras?
Melhora o componente de pele fina e de pigmentação. Não corrige bolsas de gordura, flacidez de pálpebra nem sulcos por perda de volume, que podem exigir blefaroplastia ou enxerto de gordura estruturada.
O Nanofat pode ser feito junto com laser de CO2?
Sim, é uma das combinações mais usadas. O laser trabalha a superfície e o Nanofat atua no suporte celular da derme. A indicação conjunta é definida em consulta.
O procedimento precisa de internação?
Quando feito isoladamente, costuma ser realizado sob anestesia local com sedação leve na clínica. Quando associado a facelift, cervicoplastia ou laser de CO2 amplo, é realizado em ambiente hospitalar.
Pacientes de outras cidades podem fazer Nanofat em Maringá?
Sim. A avaliação inicial pode ser por teleconsulta, com exames feitos na cidade de origem. O tempo de permanência depende do procedimento associado e é combinado com a equipe antes da viagem.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

