Dr. Sella — Rinoplastia e Cirurgia Facial
Dúvida sobre o seu caso?

A equipe do Dr. Sella responde pelo WhatsApp em horário comercial.

Falar no WhatsApp
Artigo

Enxerto de cartilagem da orelha na rinoplastia.

A concha auricular fornece cartilagem curva e elástica, útil em asas nasais, ponta e cobertura. Entenda a cicatriz escondida atrás da orelha, as indicações reais e o que esse enxerto não consegue sustentar.

Publicado em 15 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella6 min de leitura

O enxerto de orelha usa a cartilagem da concha auricular, retirada por uma incisão escondida atrás do pavilhão ou dentro da própria concha. É um material curvo e elástico, indicado para enxertos de asa nasal, refinamento e cobertura da ponta e correção de pequenas irregularidades. Não muda o formato da orelha nem afeta a audição quando a retirada é bem planejada. Por ser curva, não substitui o septo ou a costela em estruturas que exigem retidão e força. Na avaliação do Dr. Guilherme Sella, a escolha do enxerto é definida caso a caso, em consulta.

Quer saber se isso se aplica ao seu caso?Falar com a equipe
Dr. Guilherme Sella no centro cirúrgico · Enxerto de cartilagem da orelha na rinoplastia
Dr. Guilherme Sella no centro cirúrgico

O que é o enxerto de cartilagem da orelha

Enxerto é um pedaço de tecido do próprio paciente usado para reconstruir, sustentar ou dar forma a uma região. Na rinoplastia, a cartilagem é o material mais usado porque é firme, maleável e vem do próprio corpo, o que reduz risco de rejeição.

O nariz tem três áreas doadoras clássicas: o septo nasal, a cartilagem da orelha e a cartilagem da costela. A orelha ocupa uma posição intermediária. Fornece uma quantidade razoável de cartilagem, com cirurgia simples e cicatriz discreta, mas com característica própria: ela é naturalmente curva.

Essa curvatura não é um defeito. Em algumas situações ela é exatamente o que o nariz precisa. Em outras, é justamente o motivo para o cirurgião escolher outro doador.

De onde vem a cartilagem: concha cymba e concha cavum

A concha auricular é a depressão em forma de taça logo à frente do conduto auditivo. Ela se divide em duas partes com formatos diferentes.

  • Concha cymba: a porção superior, mais curva e mais fina. Costuma lembrar a curvatura natural das cartilagens alares, o que a torna útil para reconstruir ou reforçar a ponta e as asas do nariz.
  • Concha cavum: a porção inferior, maior e um pouco mais espessa. Fornece fragmentos maiores, bons para enxertos de cobertura, reforço lateral e preenchimento de depressões.

O cirurgião retira cartilagem preservando a borda da anti-hélice e o relevo que sustenta a forma da orelha. É por isso que, feita com planejamento, a retirada não deixa a orelha caída, dobrada ou visivelmente diferente.

Como é feita a retirada e onde fica a cicatriz

A retirada é feita no mesmo tempo cirúrgico da rinoplastia, com o paciente já anestesiado. Existem duas vias principais.

  1. Via posterior, por trás da orelha, no sulco entre a orelha e a cabeça. A cicatriz fica escondida nessa dobra natural e costuma ser muito pouco perceptível com o tempo.
  2. Via anterior, por dentro da própria concha, acompanhando o relevo da cartilagem. Também fica camuflada pelas curvas da orelha.

Depois da retirada, o espaço é tratado para evitar acúmulo de sangue. Costuma-se usar pontos de aproximação da pele à cartilagem remanescente e um curativo levemente compressivo nas primeiras horas ou dias. Os pontos da pele em geral são retirados junto com os demais pontos do pós-operatório.

A audição não é afetada. O conduto auditivo e o ouvido médio não são tocados. O que se retira é uma lâmina de cartilagem da taça externa da orelha.

Para que serve no nariz: indicações mais comuns

A cartilagem auricular é versátil quando o objetivo é forma, contorno e suporte lateral. As aplicações mais frequentes são:

  • Enxertos de asa nasal para corrigir colapso ou retração da asa, incluindo reforços laterais que melhoram a respiração.
  • Enxertos de borda alar para dar apoio e evitar que a narina se retraia com a cicatrização.
  • Reconstrução de cartilagens alares fragilizadas ou já ressecadas em cirurgias anteriores, situação comum na rinoplastia secundária.
  • Cobertura e camuflagem de pequenas irregularidades da ponta, sobretudo em pele fina, onde qualquer degrau pode se tornar visível.
  • Enxertos de refinamento da ponta em casos selecionados, quando a projeção e a definição precisam de pequenos ajustes.
  • Complemento quando o septo já foi usado em cirurgia prévia ou é curto e fino demais.

Em narizes que precisam de muita reconstrução, a orelha costuma trabalhar junto com outras cartilagens dentro de um planejamento de rinoplastia estruturada.

Limites: o que a cartilagem da orelha não faz bem

Este é o ponto que mais gera confusão. A cartilagem auricular é curva, mais fina e mais elástica que a do septo. Isso traz três limitações práticas.

  • Pouca retidão. Peças que precisam ser retas e rígidas, como o pilar de sustentação da columela, os enxertos espalhadores do dorso médio e as reconstruções de septo caído, funcionam melhor com septo ou costela.
  • Quantidade limitada. Dá para retirar cartilagem das duas orelhas, mas o volume disponível não compara com o de uma costela. Reconstruções grandes exigem outra fonte, como mostra o planejamento de rinoplastia com costela.
  • Tendência a memória. A cartilagem da orelha tende a voltar à curvatura original. Por isso é frequentemente usada em camadas, esculpida ou associada a técnicas que controlam essa tendência.

Quando colocada muito superficialmente em pele fina, pode ficar palpável. O cirurgião atenua isso com cobertura de fáscia, cartilagem triturada ou enxertos de gordura.

Septo, orelha ou costela: como a escolha é feita

CritérioSepto nasalOrelhaCostela
Formato naturalReto e planoCurvo e elásticoReto, volumoso
RigidezMédia a altaBaixa a médiaAlta
QuantidadeLimitadaModeradaAmpla
Cicatriz externaNenhumaEscondida na orelhaNo tórax
Melhor paraPilares, espalhadores, estruturaAsas, ponta, coberturaReconstruções amplas, dorso
Tempo cirúrgico extraMínimoPequenoMaior

Na prática, a sequência habitual começa pelo septo. Se ele for insuficiente ou já tiver sido usado, entra a orelha. A costela é reservada para reconstruções maiores, narizes muito desestruturados ou revisões complexas.

Parte dessa decisão pode ser antecipada ainda no consultório. O ultrassom dermatológico ajuda a medir a espessura da pele, identificar enxertos e preenchedores prévios e estimar o quanto de cobertura será necessário, informação que muda a escolha do enxerto.

Recuperação da orelha e riscos possíveis

A orelha costuma incomodar menos do que os pacientes imaginam. É comum sentir sensibilidade ao deitar sobre o lado operado na primeira semana e algum inchaço local. A dor em geral é leve e controlada com a medicação prescrita.

Orientações habituais:

  • Dormir com a cabeceira elevada, o que já é recomendado após a rinoplastia.
  • Evitar pressão sobre a orelha operada nos primeiros dias.
  • Manter a área limpa e seca conforme a orientação da equipe.
  • Proteger a cicatriz do sol nos primeiros meses.

Como em qualquer cirurgia, existem riscos. Os mais citados são acúmulo de sangue ou líquido na região doadora, infecção, alteração temporária da sensibilidade do pavilhão, cicatriz mais aparente em pessoas com tendência a quelóide e, raramente, alteração discreta do contorno da orelha. A conduta para reduzir essas chances é individual e discutida antes da cirurgia.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você está avaliando uma rinoplastia primária, uma revisão ou tem dúvida sobre qual cartilagem o seu caso exige, a definição só acontece após exame físico, exame interno do nariz, fotografias padronizadas e, quando indicado, ultrassom nasal. A consulta dura cerca de uma hora e inclui a explicação da técnica e do cronograma de recuperação.

O atendimento é em Maringá, e pacientes de outras cidades podem iniciar por teleconsulta, conforme o fluxo descrito em pacientes de outras cidades. Indicação, riscos e plano cirúrgico são sempre individuais.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

A cicatriz do enxerto de orelha fica visível?

A incisão é feita atrás da orelha, no sulco natural, ou dentro da própria concha. Nas duas opções a cicatriz fica camuflada pelo relevo e costuma ser pouco perceptível com o tempo, variando conforme a cicatrização de cada pessoa.

Retirar cartilagem muda o formato da orelha?

Quando a retirada respeita as bordas que sustentam o pavilhão, o formato externo é preservado. Alterações discretas de contorno são possíveis, mas incomuns em retiradas bem planejadas.

O enxerto de orelha prejudica a audição?

Não. A cartilagem retirada é da concha externa. O conduto auditivo, o tímpano e o ouvido médio não são abordados.

Posso usar só cartilagem da orelha em vez de costela?

Depende da quantidade e da rigidez necessárias. A orelha é curva e fornece volume moderado, por isso reconstruções amplas ou que exigem peças retas e firmes costumam demandar septo ou costela.

Dói mais ter o enxerto retirado da orelha?

O desconforto costuma ser leve, mais perceptível ao deitar sobre o lado operado na primeira semana, e é controlado com a medicação prescrita.

A cartilagem da orelha pode ser retirada em uma rinoplastia de revisão?

Sim. É uma fonte frequente em revisões, principalmente quando o septo já foi utilizado na cirurgia anterior. A decisão é definida após exame e avaliação de imagem quando indicado.

Não encontrou a sua dúvida?Perguntar no WhatsApp

Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella

Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

ConsultaAgendar