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Fellowship de cirurgia plástica facial no Brasil.

Um programa completo vai muito além da rinoplastia. Entenda a estrutura, o volume cirúrgico, a certificação e o que diferencia um fellowship de um curso curto de fim de semana.

Publicado em 7 de agosto de 2026Atualizado em 10 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella6 min de leitura

Um fellowship de cirurgia plástica facial no Brasil é um treinamento de imersão, em geral de 12 meses, em que o médico já especialista acompanha um cirurgião em consultório e centro cirúrgico. Um programa completo cobre rinoplastia primária e secundária, facelift deep plane, cervicoplastia, blefaroplastia, mentoplastia e otoplastia, além de planejamento, fotografia e manejo de complicações. A certificação reconhecida no país vem da ABCPF e da ABORL-CCF. O Dr. Guilherme Sella coordena um fellowship anual em Maringá dentro do Sella Learning Center, com vaga única por ciclo.

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Dr. Guilherme Sella em cirurgia demonstrativa ao vivo · Fellowship de cirurgia plástica facial no Brasil
Dr. Guilherme Sella em cirurgia demonstrativa ao vivo

O que é um fellowship de cirurgia plástica facial

Fellowship é um treinamento de imersão feito depois da residência médica. O médico já é especialista e passa a acompanhar um cirurgião de forma contínua, dentro da rotina real da prática: consultório, planejamento, cirurgia, pós-operatório e discussão de casos difíceis.

Isso é diferente de um curso de três dias. Em um curso você vê técnica. Em um fellowship você acompanha a mesma paciente da primeira consulta até o resultado de 12 meses. É nesse intervalo que o raciocínio cirúrgico se forma.

No Brasil, a cirurgia plástica facial é praticada por otorrinolaringologistas, cirurgiões plásticos e, em parte do escopo, por cirurgiões bucomaxilofaciais. Cada especialidade chega com uma base diferente, e os programas de treinamento refletem essa origem.

O que um programa completo precisa cobrir

Muitos programas são, na prática, fellowships de rinoplastia. Rinoplastia é o centro do terço médio da face e costuma ser o procedimento mais procurado, mas um cirurgião facial completo precisa de mais.

Um currículo consistente inclui:

  • Rinoplastia primária, nas abordagens de preservação de dorso, estruturada e ultrassônica
  • Rinoplastia secundária e uso de enxertos de septo, orelha e costela
  • Rinoplastia funcional: septoplastia, turbinoplastia, válvula nasal interna e externa
  • Facelift deep plane e cervicoplastia deep neck
  • Blefaroplastia superior e inferior
  • Mentoplastia com prótese ou avanço ósseo
  • Otoplastia
  • Frontoplastia, lipoenxertia facial e Nanofat
  • Tecnologias de superfície, como laser de CO2 fracionado
  • Avaliação por imagem, incluindo ultrassom de alta frequência da pele e do nariz

Também entram competências que não são técnicas cirúrgicas, mas definem o resultado: fotografia padronizada, simulação digital, documentação, consentimento informado, seleção de paciente e conversa sobre expectativa.

Fellowship, mentoria e curso: qual a diferença

FormatoDuraçãoVolume de exposiçãoPara quem
Fellowship anual12 mesesAlta, acompanhamento longitudinal de pacientesMédico que quer construir prática em cirurgia facial
Mentoria semanal1 semanaMédia, cirurgias e consultório concentradosQuem já opera e quer revisar técnica e fluxo
Curso com cirurgia ao vivo4 a 5 diasFocada em um tema, com cadáver frescoQuem quer dominar uma técnica específica
Plataforma onlineContínuaTeórica e de vídeoEstudo prévio e revisão

Os formatos se complementam. É comum o médico começar pela teoria, passar por um curso prático e só depois decidir por um ano de imersão.

Certificação: o que vale no Brasil

A cirurgia plástica facial não é uma especialidade isolada no registro do CFM. O reconhecimento vem por duas vias principais.

A Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF) reúne cirurgiões faciais e certifica programas de treinamento. A ABORL-CCF é a sociedade da otorrinolaringologia e concede o título de especialista com RQE. Para o otorrinolaringologista, a combinação dos dois é o caminho formal.

Ao avaliar um programa, pergunte de forma objetiva:

  1. O fellowship é certificado por alguma sociedade ou é apenas um acordo informal?
  2. Quantas cirurgias o fellow acompanha por semana e em quais procedimentos?
  3. Há atividade de consultório, com primeira consulta, planejamento e retorno?
  4. O preceptor publica, ensina e é auditado por pares?
  5. Existe discussão de complicações e de casos secundários?

A última pergunta é a mais reveladora. Programa que só mostra resultado bom ensina metade do ofício.

Por que a origem otorrinolaringológica importa

O otorrinolaringologista chega à cirurgia facial com um domínio que não se improvisa: a anatomia endoscópica do nariz e dos seios paranasais, a fisiologia respiratória e a cirurgia funcional. Isso muda o planejamento. Reduzir um dorso sem entender válvula nasal produz nariz bonito que respira mal.

O Dr. Sella é otorrinolaringologista com RQE 17.984, formado em residência no HCFMRP-USP, com doutorado direto em Morfofisiologia de Estruturas Faciais concluído em 2018 na mesma instituição. Fez fellowship em rinoplastia estruturada em Melbourne e Sydney e acompanhou cirurgiões nos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Turquia e Rússia. Na agenda, função e estética são planejadas na mesma cirurgia.

O programa anual do Sella Learning Center

O fellowship coordenado pelo Dr. Sella em Maringá tem duração de 12 meses e é direcionado a otorrinolaringologistas, com certificação vinculada à ABCPF e à ABORL-CCF. A vaga é única por ciclo, o que preserva a densidade do contato com o preceptor.

A rotina do fellow combina:

  • Acompanhamento de cirurgias de nariz e de face no centro cirúrgico
  • Períodos de consultório, com primeira consulta, fotografia, simulação e retornos
  • Uso de ultrassom dermatológico de alta frequência no pré-operatório
  • Discussão de casos secundários e de revisões
  • Participação na estrutura de ensino do centro

O preceptor acumula mais de 1.500 rinoplastias e é membro fundador da Sociedade Brasileira de Rinoplastia, além de membro titular e tesoureiro adjunto da diretoria atual da ABCPF. A produção científica inclui artigos no PubMed sobre preservação de dorso, entre eles "Expanding Indications to Dorsal Preservation Rhinoplasty" e "Brazilian Approach to Dorsum Preservation", publicados em Facial Plastic Surgery Clinics of North America.

Os detalhes de processo seletivo, calendário e pré-requisitos estão na página do fellowship.

Alternativas para quem não pode parar um ano

Nem todo médico consegue se deslocar por 12 meses. Por isso o centro mantém formatos mais curtos.

A mentoria semanal concentra cerca de cinco cirurgias e quatro períodos de consultório em uma semana. Mais de 50 médicos já passaram por esse formato.

A Preservation Week é um curso de quatro a cinco dias com cinco cirurgias ao vivo e laboratório em cadáver fresco, para cinco a seis alunos por turma.

A plataforma Mastering Preservation oferece o conteúdo teórico em português, inglês e espanhol, com a primeira aula liberada.

Como escolher o seu programa

Alguns critérios práticos ajudam na decisão:

  • Volume real de cirurgias que você vai ver, não o volume anual da clínica
  • Escopo: se o seu objetivo é face completa, confirme facelift, blefaro e mento na grade
  • Acesso ao preceptor: programas com muitos fellows diluem o contato
  • Produção científica e docência do coordenador, como aulas em congressos e publicações indexadas
  • Estrutura hospitalar e segurança anestésica
  • Logística: cidade, custo de permanência e vínculo com seu serviço de origem
Técnica se aprende em curso. Critério se aprende convivendo com quem decide todos os dias.

Quando procurar o Dr. Sella

Se você é otorrinolaringologista, cirurgião plástico ou bucomaxilofacial e quer estruturar sua formação em cirurgia facial, a equipe pode orientar qual formato faz sentido para o seu momento. Comece pela página de ensino ou fale com a equipe pelo contato. A seleção, os pré-requisitos e a agenda de cada programa são definidos caso a caso.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-10.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o fellowship de cirurgia facial do Dr. Sella?

O programa anual tem duração de 12 meses, com vaga única por ciclo. A rotina inclui centro cirúrgico e períodos de consultório em Maringá.

O fellowship é aberto a cirurgiões plásticos e bucomaxilofaciais?

O programa anual é direcionado a otorrinolaringologistas, pela certificação vinculada à ABCPF e à ABORL-CCF. Médicos de outras especialidades costumam participar dos formatos de mentoria semanal e dos cursos práticos.

Qual certificação o fellow recebe ao final?

A certificação está vinculada à Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face e à ABORL-CCF. Os requisitos específicos são informados no processo seletivo.

O fellowship cobre só rinoplastia?

Não. Além de rinoplastia primária, secundária e funcional, o programa inclui facelift deep plane, cervicoplastia, blefaroplastia, mentoplastia, otoplastia, frontoplastia e lipoenxertia facial.

Existe opção para quem não pode se ausentar por um ano?

Sim. A mentoria semanal concentra cirurgias e consultório em uma semana, a Preservation Week é um curso de quatro a cinco dias com cirurgias ao vivo e cadáver fresco, e a plataforma Mastering Preservation oferece o conteúdo teórico online.

Como me candidatar a uma vaga?

O contato inicial é feito com a equipe pelo WhatsApp (44) 99121-2021 ou pela página de ensino do site, onde constam calendário e pré-requisitos de cada programa.

Quantas vagas existem por ciclo no fellowship em Maringá?

O programa do Sella Learning Center trabalha com vaga única por ciclo anual. A proposta é garantir acompanhamento próximo do fellow em consultório e centro cirúrgico, sem dividir a exposição entre vários médicos. A seleção e o calendário são tratados diretamente com a equipe pelo WhatsApp (44) 99121-2021.

O fellow opera ou apenas assiste às cirurgias?

O formato de imersão prevê participação progressiva, começando pelo acompanhamento do planejamento, da fotografia padronizada e do ato cirúrgico, com responsabilidade sempre do cirurgião titular. A atuação de cada fellow respeita a legislação, o registro profissional e o consentimento do paciente. O escopo exato da participação é combinado antes do início do ciclo.

Qual a diferença entre fellowship anual e a mentoria semanal?

O fellowship de 12 meses permite acompanhar o mesmo paciente da primeira consulta até o retorno de um ano, o que forma o raciocínio cirúrgico e o manejo de pós-operatório. A mentoria semanal concentra cerca de cinco cirurgias e quatro períodos de consultório em poucos dias, sendo mais indicada para quem já opera e quer revisar técnica e fluxo. Mais de 50 médicos já passaram pelo formato semanal.

O fellowship inclui treinamento em cadáver fresco?

A dissecção em cadáver fresco faz parte do Preservation Ultrasonic Rhinoplasty Course, formato de quatro a cinco dias com cirurgias ao vivo e turmas de cinco a seis alunos. Quem faz o fellowship anual pode participar das edições do curso que ocorrem durante o período. A disponibilidade depende do calendário do ano.

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Fellowship, mentoria, Preservation Week e plataforma online.

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