Rinoplastia e sinusite crônica no mesmo ato.
Quem tem sinusite crônica e quer operar o nariz costuma ouvir respostas contraditórias. A decisão depende da tomografia dos seios da face, do grau de inflamação e do planejamento cirúrgico combinado.
Sim, na maioria dos casos é possível. A rinoplastia e a sinusectomia endoscópica podem ser realizadas no mesmo ato cirúrgico, com a mesma anestesia geral e a mesma internação, desde que a sinusite crônica esteja compensada e a tomografia dos seios da face mostre com clareza o que precisa ser tratado. A sequência habitual é tratar primeiro os seios e o septo por via endoscópica e depois a estética do dorso e da ponta. O Dr. Guilherme Sella, otorrinolaringologista com doutorado pelo HCFMRP-USP, avalia cada caso em consulta antes de definir se vale combinar ou separar os procedimentos.

Rinoplastia e sinusite crônica podem ser operadas no mesmo ato?
Na maior parte dos casos, sim. A rinoplastia e a cirurgia endoscópica dos seios da face usam a mesma via de acesso, a mesma anestesia e o mesmo hospital. Para o paciente, combinar significa uma anestesia geral em vez de duas, um período de afastamento do trabalho em vez de dois e um único pós-operatório.
O ponto central é que o nariz tem duas funções que não se separam na prática: respirar e aparecer. Um otorrinolaringologista que também faz rinoplastia consegue planejar as duas coisas na mesma mesa cirúrgica. Essa é a lógica da rinoplastia funcional, que trata septo, cornetos, válvulas nasais e seios da face junto com a forma externa.
O que define se dá para operar junto não é a vontade do paciente nem a agenda. É o estado da inflamação, o que a tomografia mostra e a presença ou não de fatores que aumentam o risco de recidiva.
O que é sinusite crônica e quando ela tem indicação cirúrgica
Sinusite crônica, ou rinossinusite crônica, é a inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face que persiste por mais de 12 semanas. Os sintomas típicos são obstrução nasal, secreção espessa, dor ou pressão na face e redução do olfato.
O tratamento inicial é clínico: lavagem nasal com soro, corticoide tópico nasal e, em alguns quadros, antibióticos ou corticoide oral. A cirurgia entra em cena quando:
- os sintomas persistem apesar do tratamento clínico bem feito;
- a tomografia mostra obstrução anatômica dos canais de drenagem dos seios;
- existem pólipos nasais que bloqueiam o fluxo de ar e a drenagem;
- há cistos, bolas fúngicas ou alterações localizadas em um seio específico;
- quadros infecciosos se repetem várias vezes por ano.
Vale lembrar que a cirurgia abre e ventila os seios. Ela não apaga a tendência inflamatória do organismo. Em um estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice em 2020, com participação do Dr. Sella, a asma apareceu como o fator dominante na recorrência da rinossinusite crônica. Quem tem asma ou polipose precisa manter o tratamento clínico depois da cirurgia. O cirurgião também participou de uma revisão sistemática sobre bola fúngica do seio frontal e de outra sobre a relação entre rinossinusite crônica e refluxo gastroesofágico, temas que aparecem com frequência nos casos mais difíceis.
Por que a tomografia dos seios da face é indispensável
Sem tomografia, não existe planejamento de cirurgia dos seios. O exame de escolha é a tomografia computadorizada de seios da face, sem contraste, em cortes finos, com reconstruções nos três planos.
A tomografia responde a perguntas que o exame físico e a endoscopia nasal não respondem sozinhos:
- quais seios estão acometidos e em que grau;
- se o desvio de septo contribui para o bloqueio da drenagem;
- se existe concha bolhosa, célula de Haller, Agger nasi proeminente ou outras variações anatômicas;
- onde estão o nervo óptico, a carótida interna e a base do crânio, que são as estruturas de risco;
- se há sinais sugestivos de bola fúngica, cisto de retenção ou doença unilateral que exige atenção redobrada.
Na consulta, essa avaliação se combina com a endoscopia nasal e, quando indicado, com o ultrassom dermatológico de alta frequência, que o cirurgião usa para medir a espessura da pele e identificar preenchedores ou enxertos prévios antes da rinoplastia. São exames que olham coisas diferentes e se somam no planejamento.
Como funciona a cirurgia combinada, passo a passo
A sequência costuma seguir esta lógica, sempre adaptada ao caso:
- Anestesia geral, com o paciente monitorizado.
- Tempo endoscópico: sinusectomia endoscópica guiada pela tomografia, abrindo os seios acometidos e removendo pólipos, cistos ou material fúngico quando presentes.
- Tempo funcional: septoplastia e turbinoplastia, corrigindo desvio de septo e hipertrofia de cornetos.
- Tempo estrutural e estético: tratamento do dorso, com técnicas de preservação ou de reconstrução, e da ponta nasal, com enxertos de septo, orelha ou costela conforme a necessidade.
- Curativo externo com placa de aquaplast e, em alguns casos, splint interno de silicone.
O tempo cirúrgico total aumenta em relação a uma rinoplastia isolada. Uma rinoplastia leva em geral de 3 a 5 horas. Com a sinusectomia, soma-se o tempo endoscópico. A internação permanece na faixa de 12 a 24 horas no Saine Health Complex, hospital onde o Dr. Sella opera em Maringá.
Vantagens e limites de combinar os procedimentos
| Aspecto | Cirurgia combinada | Cirurgias separadas |
|---|---|---|
| Anestesias gerais | Uma | Duas |
| Afastamento do trabalho | Um período | Dois períodos |
| Tempo de sala | Maior em um único ato | Menor por ato |
| Custo total | Equipe, hospital e anestesia uma vez | Dois conjuntos de custos |
| Pós-operatório | Secreção e crostas por mais tempo | Mais previsível na rinoplastia isolada |
| Indicação | Sinusite compensada, anatomia definida | Infecção ativa, polipose extensa não controlada |
Há situações em que separar é a decisão mais prudente. Infecção bacteriana ativa, polipose nasal extensa sem controle clínico, cirurgia prevista de base do crânio ou necessidade de revisão de uma rinoplastia anterior com enxerto de costela podem levar o cirurgião a escalonar os tempos. Nesses casos, trata-se primeiro a doença inflamatória e a rinoplastia é programada depois, com a mucosa em melhores condições.
Quando a sinusite está estável e a tomografia é clara, combinar tende a ser vantajoso. O cirurgião que domina o campo endoscópico tem acesso direto ao septo, o que facilita a coleta de cartilagem para enxertos, e enxerga de dentro o efeito das manobras estéticas sobre a respiração.
O que muda no pós-operatório
O pós-operatório da rinoplastia combinada segue as orientações habituais do pós-operatório de rinoplastia, com alguns acréscimos:
- lavagem nasal com soro fisiológico em volume maior e por mais tempo, porque os seios abertos precisam de higiene;
- secreção com raias de sangue por 48 a 72 horas, considerada normal;
- crostas nasais por algumas semanas, mais abundantes do que na rinoplastia isolada;
- limpezas endoscópicas no consultório nas primeiras consultas de retorno;
- placa externa por cerca de 7 dias, seguida de esparadrapagem por mais uma semana;
- proibição absoluta de assoar o nariz, cabeceira elevada a 30 graus e gelo nas duas primeiras semanas.
O olfato pode oscilar nas primeiras semanas. A respiração melhora de forma progressiva, conforme o edema interno cede. O resultado estético definitivo aparece entre 6 e 12 meses, podendo chegar a 18 meses em pele espessa ou em casos de rinoplastia secundária.
Pacientes de outras cidades
Muita gente procura a avaliação combinada vindo de fora. O caminho usual começa por uma teleconsulta, com os exames feitos na cidade de origem, incluindo a tomografia de seios da face. A equipe revisa as imagens antes da viagem.
A recomendação é chegar a Maringá um ou dois dias antes e permanecer cerca de 7 dias, até a retirada do curativo. Os retornos acontecem em 1, 3, 6 e 12 meses, presenciais ou online. A cidade tem aeroporto com voos diretos de São Paulo e Curitiba. Mais detalhes em pacientes de outras cidades.
O atendimento é exclusivamente particular. A clínica fornece a documentação necessária para que o paciente solicite reembolso ao plano de saúde, inclusive da parte funcional, como septoplastia, turbinoplastia e sinusectomia. O orçamento é apresentado depois da consulta, porque depende da técnica, do tempo cirúrgico e dos enxertos necessários.
Quando procurar o Dr. Sella
Faz sentido agendar avaliação se você convive com obstrução nasal, secreção persistente, pressão na face ou perda de olfato e, ao mesmo tempo, pensa em mudar a forma do nariz. A avaliação conjunta evita duas cirurgias e evita o cenário oposto, em que uma rinoplastia puramente estética ignora a doença dos seios.
A consulta dura cerca de uma hora e inclui anamnese, exame interno do nariz com endoscopia, fotografias padronizadas, simulação digital e leitura da tomografia. A indicação, os riscos e o plano cirúrgico são individuais e definidos nesse encontro. Veja como funciona a consulta ou conheça o escopo do atendimento em otorrinolaringologia.
Perguntas frequentes
Operar sinusite e rinoplastia junto aumenta o risco da cirurgia?
O tempo de anestesia é maior, o que precisa ser considerado na avaliação pré-operatória. Em pacientes saudáveis e com sinusite compensada, a combinação é uma prática consolidada e evita uma segunda anestesia geral. A decisão é individual e definida em consulta.
Preciso fazer tomografia antes da consulta?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. Se você já tem uma tomografia de seios da face recente, leve as imagens. Caso não tenha, o cirurgião solicita o exame após o exame físico e a endoscopia nasal.
A cirurgia dos seios da face muda o formato do nariz?
Não. A sinusectomia endoscópica é feita por dentro, sem alterar o contorno externo. Quem muda a forma é o tempo de rinoplastia, planejado separadamente no mesmo ato.
A sinusite pode voltar depois da cirurgia?
Pode. A cirurgia abre e ventila os seios, porém não elimina a tendência inflamatória. Pacientes com asma ou polipose nasal têm maior chance de recorrência e precisam manter o tratamento clínico, com lavagem nasal e corticoide tópico.
O plano de saúde cobre a parte da sinusite?
O atendimento do Dr. Sella é exclusivamente particular. A clínica fornece toda a documentação para que você solicite reembolso ao seu plano, incluindo a parte funcional, como septoplastia, turbinoplastia e sinusectomia endoscópica.
Quanto tempo preciso ficar em Maringá se morar em outra cidade?
Em geral cerca de 7 dias, chegando um ou dois dias antes da cirurgia e permanecendo até a retirada do curativo externo. O voo costuma ser liberado após essa retirada.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

