Dr. Sella — Rinoplastia e Cirurgia Facial
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O nariz é órgão e forma ao mesmo tempo.

Respirar mal e não gostar do nariz costumam ter a mesma origem anatômica. Planejar forma e função numa única cirurgia protege a respiração e dá estabilidade ao resultado ao longo dos anos.

Publicado em 4 de setembro de 2026Atualizado em 7 de outubro de 2026Revisado por Dr. Guilherme Sella6 min de leitura

Sim, estética e função podem e devem ser tratadas na mesma cirurgia. O nariz é um órgão respiratório, e quase toda manobra estética altera o fluxo de ar. Reduzir dorso, estreitar a base óssea ou girar a ponta muda o diâmetro das válvulas nasais. Por isso o Dr. Guilherme Sella, otorrinolaringologista com doutorado pelo HCFMRP-USP, avalia septo, cornetos e válvulas no mesmo exame em que estuda a forma externa. Separar as duas etapas em cirurgias distintas significa duas anestesias, duas recuperações e o risco de a segunda desfazer o que a primeira construiu.

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Dr. Guilherme Sella na clínica em Maringá · Rinoplastia estética e funcional juntas: por que separar é um erro
Dr. Guilherme Sella na clínica em Maringá

O nariz é um órgão, não um detalhe do rosto

O nariz aquece, umidifica e filtra o ar que chega aos pulmões. Ele também é o principal responsável pela resistência das vias aéreas superiores. Quando você respira, o ar passa por um espaço estreito entre o septo, a cabeça do corneto inferior e a parede lateral. Essa região é chamada de válvula nasal interna. Alguns milímetros fazem diferença.

Isso muda completamente a lógica da cirurgia. Qualquer manobra feita na aparência externa repercute lá dentro. Ao baixar um dorso alto, as paredes laterais tendem a desabar para dentro. Ao estreitar os ossos, o espaço aéreo diminui. Ao girar e projetar a ponta, muda o ângulo da válvula externa, a narina. Por isso a rinoplastia é, na prática, sempre uma cirurgia funcional, mesmo quando o motivo da consulta foi apenas estético.

Por que separar as duas cirurgias costuma dar errado

Ainda existe a ideia de fazer a septoplastia agora, pelo convênio, e a parte estética depois. Do ponto de vista técnico, essa sequência cria problemas concretos.

  • Perda de enxerto disponível. O septo é a principal fonte de cartilagem para reconstruir suporte. Uma septoplastia feita sem planejamento estético pode consumir ou fragmentar justamente o material que seria usado depois.
  • Fibrose. A segunda cirurgia ocorre em tecido já operado, com planos menos definidos e cicatriz interna.
  • Duas recuperações. Duas anestesias gerais, dois afastamentos do trabalho, dois períodos de edema.
  • Risco de resultado funcional perdido. Uma rinoplastia estética posterior pode estreitar o que foi aberto antes.

A literatura de rinoplastia é consistente em um ponto: revisão é mais difícil que cirurgia primária. Evitar reoperação é parte do planejamento.

O que o olhar do otorrinolaringologista acrescenta

O Dr. Sella é otorrinolaringologista com título de especialista pela ABORL-CCF e residência no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, onde também concluiu doutorado direto em Morfofisiologia de Estruturas Faciais. A prática diária de otorrinolaringologia inclui septoplastia, turbinoplastia, sinusectomia endoscópica e cirurgia endoscópica da base do crânio.

Na prática, isso significa que o exame interno do nariz faz parte da consulta estética. Endoscopia nasal quando indicado, avaliação de desvio septal, hipertrofia de cornetos, colapso valvar dinâmico na inspiração forçada, sinais de rinite e de sinusite crônica. Um nariz com rinite não controlada continuará entupido mesmo depois de uma septoplastia tecnicamente correta. Isso precisa ser dito antes da cirurgia.

O que é avaliado em cada dimensão

DimensãoO que se examinaExemplos de manobra cirúrgica
RespiraçãoSepto, cornetos, válvula interna e externa, mucosa, riniteSeptoplastia, turbinoplastia, enxerto espalhador, enxerto de contorno alar
Estrutura de suporteCartilagens laterais, ponta, columela, projeçãoPreservação de ligamentos, suturas de domo, strut columelar
Forma externaDorso, giba, desvio, largura óssea, pontaPreservação de dorso, osteotomias, remodelação da ponta
Pele e coberturaEspessura, preenchedores prévios, cicatrizPlanejamento de enxertos, previsão de edema prolongado

Essas quatro camadas são decididas juntas. Uma giba grande em paciente com válvula estreita pode favorecer a rinoplastia de preservação, em que o dorso é rebaixado em bloco e as válvulas permanecem íntegras. Em outros casos, a opção é abrir o dorso e reconstruir com enxertos. A escolha depende da anatomia individual, não de preferência de técnica.

Preservação, ultrassom e a lógica funcional

O Dr. Sella é coautor de artigos indexados no PubMed sobre preservação de dorso, entre eles "Expanding Indications to Dorsal Preservation Rhinoplasty" e "Indications for Preservation Rhinoplasty: Avoiding Complications". A preservação interessa funcionalmente porque mantém o teto do nariz fechado e a relação entre septo e paredes laterais. Quando o dorso precisa ser aberto, o planejamento já prevê a reconstrução do suporte.

A rinoplastia ultrassônica entra na mesma lógica. O instrumento piezoelétrico corta osso e poupa mucosa e vasos, o que reduz trauma em uma região vizinha à válvula. Já o ultrassom dermatológico de alta frequência, feito no pré-operatório, ajuda a medir espessura de pele, identificar preenchedores antigos, enxertos prévios e traços de fratura.

Quando o motivo principal é respirar

Muitos pacientes chegam por obstrução nasal, ronco, boca seca ao acordar ou sinusites de repetição. A conversa começa pela rinoplastia funcional. Mesmo nesses casos, a forma externa é discutida, porque corrigir um nariz torto quase sempre melhora as duas coisas ao mesmo tempo. Um septo desviado em C costuma vir acompanhado de desvio do dorso. Endireitar um sem o outro raramente é estável.

O oposto também vale. Quem procura apenas melhora estética pode descobrir no exame uma obstrução que convivia há anos e já tinha virado normal para ela.

Anestesia, internação e recuperação

Fazer tudo junto não transforma a cirurgia em algo muito mais longo. A rinoplastia costuma durar de 3 a 5 horas, sob anestesia geral, com internação de 12 a 24 horas no Saine Health Complex, em Maringá. Na maioria dos casos não há tampão nasal. A placa externa fica cerca de 7 dias e, em seguida, vem uma semana de esparadrapagem. Em alguns pacientes é usado splint interno de silicone por cerca de 10 dias.

A respiração melhora de forma progressiva, acompanhando a redução do edema interno. O resultado estético definitivo leva de 6 a 12 meses, e até 18 meses em pele espessa ou em casos de revisão. Os detalhes do pós-operatório são entregues por escrito, com cronograma.

Convênio, reembolso e pacientes de fora

O atendimento é exclusivamente particular. A clínica fornece a documentação necessária para pedido de reembolso ao plano de saúde, incluindo a parte funcional como septoplastia, turbinoplastia e sinusectomia, quando essas etapas forem realizadas. O orçamento é apresentado depois da consulta, porque depende da técnica, do tempo cirúrgico e da necessidade de enxertos.

Pacientes de outras cidades fazem uma teleconsulta inicial, realizam exames na cidade de origem e chegam a Maringá 1 ou 2 dias antes. A permanência costuma ser de cerca de 7 dias, até a retirada do curativo. Os detalhes estão em pacientes de outras cidades.

Quando procurar o Dr. Sella

Procure avaliação se você não gosta do seu nariz, se respira mal por um lado ou pelos dois, se já teve trauma nasal, se ronca ou se acorda com a boca seca. Leve também o histórico de preenchedores e de cirurgias anteriores. A consulta dura cerca de 1 hora e inclui exame interno do nariz, fotografias padronizadas e simulação digital. A indicação, os riscos e o plano cirúrgico são individuais e definidos nesse encontro.

Dr. Guilherme Sella
Revisado por Dr. Guilherme Sella

Otorrinolaringologista e cirurgião facial · CRM-PR 33.018 · RQE 17.984. Doutor pela FMRP-USP, fundador do Sella Learning Center. Atualizado em 2026-10-07.

Perguntas frequentes

Dá para corrigir desvio de septo e mudar a forma do nariz na mesma cirurgia?

Sim, e essa é a conduta mais frequente quando existem as duas queixas. A septoplastia é feita no mesmo tempo cirúrgico da rinoplastia, com uma anestesia e uma recuperação.

A rinoplastia estética pode piorar a respiração?

Pode, quando o suporte das paredes laterais e as válvulas nasais não são considerados no planejamento. Reduzir dorso e estreitar a base óssea sem reconstruir o suporte diminui o espaço aéreo.

O plano de saúde cobre a parte funcional?

O atendimento do Dr. Sella é exclusivamente particular. A clínica fornece a documentação para que o paciente solicite reembolso ao plano, inclusive da parte funcional, como septoplastia e turbinoplastia.

Fazer as duas juntas aumenta muito o tempo de recuperação?

Não de forma relevante. A recuperação segue o cronograma da rinoplastia, com placa externa por cerca de 7 dias e retorno gradual às atividades, com exercícios após 15 dias.

Rinite atrapalha o resultado da cirurgia?

A rinite não é corrigida pela cirurgia e precisa de tratamento clínico paralelo. Sem controle da inflamação da mucosa, a sensação de nariz entupido pode persistir mesmo com a anatomia corrigida.

Quem já fez septoplastia pode fazer rinoplastia depois?

Pode, embora o planejamento seja mais complexo por causa da fibrose e da possível redução de cartilagem disponível. Nesses casos pode ser necessário usar enxerto de orelha ou de costela.

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Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

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