Ultrassom do nariz antes da rinoplastia.
Um exame rápido, sem radiação e feito no consultório que mostra o que está embaixo da pele do nariz antes da cirurgia. Em alguns casos, ele muda a técnica escolhida e o planejamento inteiro.
O ultrassom nasal pré-operatório é um exame de alta frequência, sem radiação e indolor, que avalia as camadas moles do nariz antes da rinoplastia. Ele mostra a espessura e a qualidade da pele, a presença de preenchedores antigos, enxertos de cirurgias anteriores, fraturas e irregularidades ósseas, além da vascularização da columela. Também ajuda na avaliação da cartilagem costal quando há indicação de enxerto de costela. Na prática do Dr. Guilherme Sella, o exame é solicitado em casos selecionados e pode mudar a técnica, o tipo de enxerto e o cronograma da cirurgia.

O que é o ultrassom nasal de alta frequência
O ultrassom é um exame de imagem que usa ondas sonoras. Não tem radiação, não precisa de contraste e não dói. O que muda no nariz é o tipo de transdutor: aparelhos de alta frequência, usados em ultrassom dermatológico, enxergam com detalhe os poucos milímetros que ficam entre a pele e o esqueleto nasal.
Essa faixa superficial é justamente onde moram as respostas que interessam ao cirurgião. A tomografia mostra muito bem osso e seios da face. A ressonância mostra bem tecidos profundos. Nenhuma das duas descreve, com a mesma precisão e em tempo real, a espessura da pele da ponta do nariz ou um preenchedor colocado há cinco anos.
O exame é dinâmico. O examinador desliza o transdutor pelo dorso, pela ponta, pela columela e pelas asas, compara os lados e registra as imagens. Leva poucos minutos.
O que o exame mostra no nariz
| Achado | Por que importa na rinoplastia |
|---|---|
| Espessura da pele e do tecido subcutâneo | Define o quanto a definição da ponta é possível e o tempo de edema |
| Preenchedores antigos (ácido hialurônico, PMMA, silicone) | Muda o descolamento, o risco e às vezes a data da cirurgia |
| Enxertos de cirurgias anteriores | Mostra o que já foi colocado, onde e em que condição |
| Fraturas, calos ósseos e irregularidades | Explica desvios e assimetrias que o exame físico não esclarece |
| Vascularização da columela e do dorso | Informação de segurança, sobretudo em narizes já operados |
| Cartilagem costal | Ajuda a avaliar calcificação e espessura quando se cogita costela |
| Cicatriz e fibrose | Antecipa a dificuldade de dissecção em revisões |
Nenhum desses achados, isolado, decide a cirurgia. Eles entram no mesmo raciocínio que o exame físico, as fotos padronizadas e o exame interno do nariz.
Pele fina, pele espessa e o plano cirúrgico
A pele é o envelope. Ela cobre tudo o que o cirurgião faz embaixo e determina quanto desse trabalho aparece.
Pele fina mostra qualquer irregularidade de cartilagem ou de osso. Exige acabamento meticuloso e, muitas vezes, camadas de proteção sobre o dorso. Pele espessa esconde detalhes, retém edema por mais tempo e pede suporte estrutural maior na ponta para que a definição apareça.
O ultrassom transforma uma impressão tátil em número. Em vez de "pele parece grossa", o cirurgião tem a medida em milímetros, lado a lado, do rádix até a ponta. Isso ajuda a explicar ao paciente por que o resultado definitivo pode levar de 6 a 12 meses, e até 18 meses em peles espessas e em revisões, como está detalhado no pós-operatório.
Preenchedores no nariz: o exame que muda a conduta
A rinomodelação com ácido hialurônico se tornou comum. Muita gente fez e esqueceu. Outras fizeram com produtos que não são absorvíveis, como PMMA ou silicone líquido, às vezes sem saber o que foi aplicado.
Aqui o ultrassom é especialmente útil. Ele identifica depósitos de preenchedor, mostra em que plano estão, se há reação inflamatória ao redor e qual a relação com os vasos da pele. Material permanente no dorso muda completamente o descolamento e aumenta o risco de problemas de cicatrização.
O Dr. Sella usa ácido hialurônico no nariz apenas em indicações limitadas e guiadas por ultrassom. Não indica a chamada "rinomodelação definitiva" com PMMA ou silicone, nem fios de PDO no nariz, justamente porque esses materiais complicam qualquer cirurgia futura.
Se você fez preenchimento e pretende operar, leve essa informação para a consulta. Quando houver dúvida sobre o produto aplicado, o exame costuma esclarecer.
Rinoplastia secundária: enxertos, fraturas e cicatriz
Na rinoplastia secundária, o cirurgião entra em um território já modificado. Nem sempre existe descrição cirúrgica da primeira operação. Quando existe, nem sempre corresponde ao que se encontra.
O ultrassom ajuda a responder perguntas práticas antes de abrir:
- Existe enxerto no dorso? De que tipo e em que posição?
- O septo ainda tem cartilagem disponível ou já foi usado?
- Há irregularidade óssea, calo de fratura ou degrau residual?
- Qual a espessura real da pele em áreas de fibrose?
- A columela tem vascularização preservada?
Com essas respostas, o planejamento fica mais honesto. Dá para antecipar se a cartilagem de orelha será suficiente ou se a costela entrará no plano. Em pacientes com indicação de enxerto costal, o ultrassom também contribui na avaliação da cartilagem das costelas, incluindo sinais de calcificação, informação relevante na escolha do nível a ser usado.
Quem faz o exame e como ele é feito
Ultrassom é exame médico operador-dependente. A qualidade da informação depende de quem segura o transdutor e de quem interpreta.
Na clínica em Maringá, o ultrassom dermatológico é realizado pela Dra. Núbia Goedert Soares Sella, CRM-PR 33.109, médica radiologista com pós-graduação em medicina estética. O exame acontece no mesmo ambiente da avaliação cirúrgica, o que permite discutir os achados na hora e correlacionar com o que foi visto no exame físico.
O preparo é simples. Não precisa de jejum. Aplica-se gel sobre a pele, o transdutor desliza sobre o nariz e as imagens são gravadas. Você pode voltar às atividades normais logo depois.
Quando o ultrassom nasal é indicado
O exame não é obrigatório em toda rinoplastia. Ele é solicitado quando a informação adicional muda a conduta. As situações mais frequentes:
- Histórico de preenchimento nasal, com qualquer produto.
- Rinoplastia secundária ou terciária, com cirurgia prévia de qualquer tipo.
- Dúvida clínica sobre espessura da pele, principalmente em pele espessa e oleosa.
- Trauma nasal prévio, com suspeita de fratura antiga ou calo ósseo.
- Planejamento de enxerto de costela.
- Assimetrias que não se explicam pelo exame físico isolado.
- Pacientes com pele muito fina, onde cada irregularidade tende a aparecer.
Em narizes virgens, sem trauma, sem preenchedor e com pele de espessura compatível com o exame clínico, o planejamento habitual costuma dar conta. Fotografia padronizada, exame interno, simulação digital e projetômetro continuam sendo as ferramentas centrais em qualquer rinoplastia.
Como o resultado entra no planejamento
O ultrassom é um dado entre outros. Ele pode reforçar a escolha de uma técnica de preservação de dorso, pesar a favor de enxertos estruturais, indicar cautela em uma área de fibrose ou sugerir que a cirurgia seja adiada até a resolução de um processo inflamatório ligado a preenchedor.
Também serve para a conversa. Ver a própria pele na tela ajuda a entender por que o edema some mais devagar em alguns narizes, ou por que a definição da ponta tem limites anatômicos. Expectativa alinhada é parte do resultado.
Pacientes de outras cidades costumam concentrar consulta e exames na mesma viagem. O fluxo habitual para quem vem de fora está descrito em pacientes de outras cidades.
Quando procurar o Dr. Sella
Se você pretende operar o nariz e já fez preenchimento, já passou por cirurgia nasal, sofreu trauma ou tem dúvidas sobre a espessura da sua pele, vale incluir essa conversa na avaliação. A consulta dura cerca de 1 hora e inclui anamnese, exame físico com avaliação interna do nariz, fotografias padronizadas, simulação digital e explicação da técnica, com ultrassom nasal quando indicado.
A indicação do exame, os riscos e o plano cirúrgico são sempre individuais e definidos na consulta. Para agendar presencialmente em Maringá ou por teleconsulta, veja a página de contato.
Perguntas frequentes
O ultrassom nasal dói ou tem radiação?
Não. O ultrassom usa ondas sonoras, não emite radiação e é indolor. Aplica-se gel na pele e o transdutor desliza sobre o nariz por alguns minutos.
O ultrassom substitui a tomografia do nariz?
Não. Os exames respondem perguntas diferentes. A tomografia avalia bem osso, septo e seios da face, enquanto o ultrassom de alta frequência detalha pele, tecido subcutâneo, preenchedores e enxertos superficiais.
O exame consegue identificar qual preenchedor foi usado?
O ultrassom mostra a presença, a localização e características do material, o que muitas vezes permite diferenciar produtos absorvíveis de permanentes. A conclusão final combina esses achados com o histórico do paciente e o exame clínico.
Todo paciente de rinoplastia precisa fazer ultrassom nasal?
Não. O exame é indicado quando pode mudar a conduta, como em cirurgias de revisão, histórico de preenchimento, trauma prévio, dúvida sobre espessura da pele ou planejamento de enxerto de costela.
Quem realiza o ultrassom na clínica em Maringá?
O ultrassom dermatológico é feito pela Dra. Núbia Goedert Soares Sella, CRM-PR 33.109, médica radiologista com pós-graduação em medicina estética, na mesma clínica onde ocorre a avaliação cirúrgica.
Posso fazer o exame no mesmo dia da consulta?
Em muitos casos sim, o que é especialmente útil para quem vem de outra cidade. A programação é combinada com a equipe pelo WhatsApp (44) 99121-2021.
Tire suas dúvidas em uma consulta com o Dr. Guilherme Sella
Presencial em Maringá ou por teleconsulta. A avaliação inclui exame físico, fotografias e simulação.

